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Trump afirma que tem o seu próprio prazo para um acordo entre Kiev e Moscovo

Este artigo tem mais de 1 ano

Trump indicou esperar por um entendimento rápido e que está a colocar uma "forte pressão" sobre a Rússia para pôr fim à guerra, uma vez que acredita que "ambos os lados querem a paz".

epa12052221 US President Donald Trump speaks during a lunch with Norway's prime minister Jonas Gahr Store, in the cabinet room of the White House in Washington, DC, USA, 24 April 2025.  EPA/AL DRAGO / POOL
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▲"Queremos que seja rápido", afirmou o Presidente dos EUA

AL DRAGO / POOL/EPA

▲"Queremos que seja rápido", afirmou o Presidente dos EUA

AL DRAGO / POOL/EPA

Acompanhe aqui o nosso liveblog sobre a Guerra na Ucrânia. 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que tem o seu próprio prazo para um acordo entre Rússia e Ucrânia e insistiu que espera um entendimento rápido, após ter criticado Kiev pela demora e Moscovo pelos seus últimos ataques.

“Tenho o meu próprio prazo e queremos que seja rápido”, declarou Trump ao ser questionado pelos jornalistas durante um almoço de trabalho com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, na Casa Branca.

O líder norte-americano disse acreditar que “ambos os lados querem a paz, mas precisam de se sentar à mesa”, lamentando uma espera que se prolonga “há muito tempo”.

Na quarta-feira, Donald Trump referiu-se a um “acordo com a Rússia” para acabar com a guerra na Ucrânia, declarando que o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem sido um entrave às negociações. “Temos de chegar a um acordo com Zelensky, mas até agora isso tem sido mais difícil”, acrescentou.

Trump “acha” que EUA têm “um acordo com a Rússia” e que falta o mesmo com a Ucrânia

No seguimento dos ataques russos que provocaram pelo menos 12 mortos e cerca de 90 feridos na última madrugada em Kiev, o líder da Casa Branca dirigiu porém as suas críticas para o Presidente russo, Vladimir Putin.

Sobe para 12 número de mortos em ataques com mísseis russos em Kiev

“Não estou satisfeito com os ataques russos a Kiev. Desnecessários e inoportunos. Vladimir, basta!” escreveu na sua rede social, Truth Social.

Nas suas declarações desta quinta-feira aos jornalistas, Donald Trump não respondeu se planeia impor novas sanções a Moscovo caso os bombardeamentos continuem.

Indicou, por outro lado, que os Estados Unidos estavam a colocar uma “forte pressão” sobre a Rússia para pôr fim à guerra.

Ao mesmo tempo, disse que “a Ucrânia também precisa de querer chegar a um acordo” e defendeu que a Rússia já fez “uma grande concessão” ao abdicar de controlar todo o país vizinho, numa sugestão de que pretende forçar Kiev a ceder parte do seu território.

Zelensky recusa reconhecer a Crimeia como parte da Rússia: “É o nosso território”

Segundo os meios de comunicação social norte-americanos, o reconhecimento da anexação da península da Crimeia pela Rússia é uma das exigências que a Casa Branca fez a Kiev no âmbito do seu plano de paz, mas Zelensky já se pronunciou contra.

Trump critica Kiev por não reconhecer soberania russa da Crimeia. Zelensky relembra posição anterior dos EUA de Trump

O enviado norte-americano, Steve Witkoff, é esperado em Moscovo, segundo a Casa Branca e o Kremlin mas sem indicar datas, tendo o portal Axios noticiado, citando fontes de Washington, que deverá encontrar-se com Putin na sexta-feira.

Os elogios, as prendas e a mesma visão “cínica” da ordem internacional. Como Putin quer conquistar Trump

A Rússia tem fustigado a Ucrânia com intensos bombardeamentos diários desde que o Presidente ucraniano propôs no domingo a extensão da trégua que vigorou na Páscoa – declarada unilateralmente por Putin e aceite por Kiev – a um cessar-fogo de 30 dias nos ataques aéreos contra infraestruturas civis.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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