Domingo, dia 1 de junho, marcou o início oficial da época dos furacões Atlânticos, que se prolonga até dia 30 de novembro. As datas, decididas por convenção, assinalam os seis meses do ano em que os furacões se formam com mais frequência no Atlântico Norte e que obrigam populações e autoridades a tomar medidas de prevenção e estar de sobreaviso. Esta segunda-feira, o diretor da Agência Federal de Gestão de Emergências dos Estados Unidos (FEMA) terá dito que não sabia que esta época existia.

David Richardson terá feito esta declaração numa reunião com os funcionários da FEMA na passada segunda-feira, avançaram quatro fontes com com conhecimento da situação à Reuters. Richardson só assumiu a direção da agência no início de maio e a afirmação foi recebida com surpresa pelos funcionários.

O diretor anunciou ainda que os planos de resposta a desastre na agência se iam manter inalterados. Isto foi de encontro à informação que tinha transmitido quando chegou ao cargo, há poucas semanas, de que os planos iriam sofrer alterações, acrescentaram as mesmas fontes.

Em reação à notícia da agência noticiosa, um porta-voz do Departamento de Segurança Interna — do qual faz parte a FEMA — esclareceu que se tratava apenas de uma piada. “Apesar das tentativas de enquadrar falsamente uma piada como uma política, não há qualquer incerteza do que a FEMA irá fazer nesta época de furacões”, pode ler-se no comunicado.

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O mesmo comunicado sublinhou ainda as mudanças na abordagem das agências sob a nova administração norte-americana e a liderança de Kristi Noem como secretária de Segurança Interna: “A FEMA está a passar de um peso-morto inchado e centralizado em D.C. para uma força de desastre magra e mobilizável que empodera os atores estatais para providenciar apoio aos seus cidadãos”.

Esta nova abordagem inclui já cortes orçamentais na FEMA que levaram à saída de alguns cargos de liderança e ao despedimento de funcionários e levantaram preocupações sobre a eficácia da agência para lidar com a recém-chegada época dos furacões, destaca a Reuters. Os especialistas estimam que, até ao final da época, os Estados Unidos sejam atingidos por uma dezena de furacões.

As declarações de Richardson foram ainda criticadas pelos seus opositores políticos. Chuck Schumer, líder democrata no Senado, reagiu ao relato com a mesma formulação que o diretor terá utilizado na reunião: “E eu não sei porque é que ele ainda não foi despedido”, escreveu nas redes sociais.