O governo de Israel está desde dezembro – ou seja, há sensivelmente meio ano – a preparar ataques ao Irão. E foi, aliás, apresentado um plano a Trump em fevereiro, pouco tempo depois da tomada de posse do Presidente dos EUA.

Segundo o The New York Times, a ideia de atacar o Irão surgiu depois de Israel ter conseguido reduzir significativamente o poder do Hezbollah e, por outro lado, depois de ter caído o regime de Bashar al-Assad na Síria, que criou um corredor aéreo que tornou um eventual ataque mais fácil.

O jornal acrescenta que, em fevereiro, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu visitou a Casa Branca e fez uma apresentação a Donald Trump acerca do programa de enriquecimento de urânio do Irão, no âmbito do seu programa nuclear.

De acordo com outro jornal, o The Wall Street Journal (WSJ), acrescenta que o Presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não tomou uma decisão sobre possíveis ataques norte-americanos no Irão.

O jornal, que cita fontes da administração Trump, confirma que está em cima da mesa a possibilidade de os EUA se juntarem oficialmente a Israel, com o objetivo de levar o Irão a aceitar as exigências dos EUA nas negociações nucleares.

Israel e Irão entraram esta madrugada no sexto dia de bombardeamentos recíprocos, com Jerusalém a anunciar a morte de outro general iraniano de topo e Washington a sugerir ser fácil matar o líder supremo iraniano, Ayatollah Ali Khamenei.

Na terça-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou os residentes de Teerão para abandonarem a capital iraniana e exigiu ao Irão que se rendesse sem condições. Trump deixou na segunda-feira a cimeira do Grupo dos Sete no Canadá, de surpresa e um dia mais cedo do esperado, alegadamente para lidar com o conflito entre Israel e o Irão, esclarecendo enigmaticamente: “Não estou a olhar para um cessar-fogo. Estamos a pensar em algo melhor do que um cessar-fogo”.

Instado a explicar-se, Trump disse que os Estados Unidos querem “um fim real” do conflito que pode envolver o Irão “desistir completamente”. Em seguida, acrescentou: “Não estou com muita vontade de negociar”.

Mais tarde, nas redes sociais, Trump avisou o líder supremo iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, que os Estados Unidos sabem onde se esconde e apelou à “rendição incondicional” do Irão. Trump anunciou ainda que Washington não tem planos para matar Khamenei, “pelo menos, não por enquanto”, mas avisou que a “paciência dos Estados Unidos está a esgotar-se”.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 5.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]