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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou esta terça-feira que a entrada da Ucrânia na União Europeia (UE) não contribui para as garantias de segurança desejadas por Kiev, após uma reunião entre os 27 Estados-membros do bloco.
“Ficou confirmado que a adesão da Ucrânia à UE não oferece garantias de segurança, portanto, vincular a adesão a garantias de segurança é desnecessário e perigoso”, escreveu o líder húngaro nas redes sociais, depois da reunião extraordinária do Conselho Europeu que decorreu esta terça-feira por videoconferência.
The leaders of the 27 member states of the European Union held a meeting today.
1. It has been confirmed that the danger of a third world war can only be reduced through a Trump-Putin meeting.
2. It has been confirmed that the isolation-based strategy has failed.
3. It has been… pic.twitter.com/iMMLPaaKCw— Orbán Viktor (@PM_ViktorOrban) August 19, 2025
Orbán defendeu que ficou ainda confirmado que a política de isolar a Rússia falhou e que o perigo de uma terceira Guerra Mundial “só pode ser reduzido através de uma reunião entre Trump e Putin”.
“Não há solução para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia na linha da frente, apenas os esforços diplomáticos podem trazer uma solução”, salientou o primeiro-ministro ultranacionalista húngaro, um reconhecido firme apoiante do líder norte-americano, Donald Trump, e considerado um parceiro próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.
Orbán saudou as medidas tomadas nas conversações entre Trump e Putin e apoiou a continuação do processo de negociação, com especial destaque para uma eventual segunda reunião entre os líderes norte-americano e russo e uma outra com a participação da UE.
“Mantemos a iniciativa húngara na agenda da União para propor uma cimeira Europa-Rússia o mais rapidamente possível”, acrescentou.
[Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódio deste podcast plus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]
A Hungria tem sido um dos Estados-membros da UE com uma posição mais próxima do Kremlin, recebendo ainda petróleo russo, tendo-se oposto por diversas vezes à aprovação de novas sanções contra Moscovo.
A Eslováquia e a Hungria são os únicos Estados-membros que continuam a receber petróleo graças a uma isenção às sanções europeias contra Moscovo devido à sua situação geográfica particular.
Kiev apresentou formalmente o pedido de adesão à UE em 28 de fevereiro de 2022, poucos dias depois do início da invasão russa.
Tem estatuto de país candidato desde 23 de junho desse mesmo ano.
Em meados de dezembro de 2023, o Conselho Europeu decidiu abrir as negociações formais de adesão à UE com a Ucrânia.