A Grécia é um caos. “E a Europa está pelos cabelos”, diz antecessor de Varoufakis

23 Maio 2016934

Grécia está a pagar pelo confronto que teve com a Europa. Europa que, agora, "deixou de querer saber". Em entrevista, o último ministro antes de Varoufakis, Gikas Hardouvelis, dá conselhos a Portugal.

Gikas Hardouvelis foi o último ministro das Finanças antes de Yanis Varoufakis, a quem entregou a pasta no início de 2015 (na cerimónia retratada na foto). O académico diz, agora, que o país e os cidadãos estão a “pagar o preço pelo comportamento errático e pela tentativa de confronto com a Europa” que se seguiu a esse momento. O professor de Economia falou por telefone com o Observador no rescaldo de mais um pacote de medidas aprovadas no Parlamento pelo Governo de Alexis Tsipras e em antecipação à reunião dos ministros das Finanças da zona euro desta terça-feira, que se espera ser decisiva para a Grécia. O ex-ministro faz um retrato do descalabro que se vive em Atenas, lembra que não tinha de ser assim e fala nas lições que os outros países devem tirar.

O parlamento grego aprovou este fim de semana um novo pacote de medidas de austeridade, em antecipação à reunião dos ministros do Eurogrupo desta terça-feira. Qual é a sua opinião sobre o conjunto de medidas aprovadas?

O pacote não deixa qualquer espaço para a economia crescer, na minha opinião. E preocupa-me que tenhamos chegado a um ponto em que os europeus já não querem saber da Grécia e da economia grega, não se opondo a que o governo passe um pacote de medidas que é 95% constituído por aumentos de impostos. É um aumento de impostos que se pode estimar em 3% do PIB, entre impostos diretos, indiretos e contribuições para a segurança social. Em vez de se cortar na despesa e nos salários da função pública, e fechar empresas que não acrescentam qualquer valor social, [os líderes europeus] deixaram o governo seguir pela via dos aumentos de impostos, o que cria um enorme desincentivo para as pessoas trabalharem.

Esse desincentivo sente-se no terreno?

A maior parte das empresas tenta registar-se fora da Grécia. No norte da Grécia tenta-se obter sede fiscal na Bulgária ou na Macedónia. No sul da Grécia quem consegue ir para Chipre, vai… Toda a gente está a tentar evitar pagar estes impostos desmesurados. Como professor na Universidade, tudo o que possa fazer além desse trabalho, por cada 10 euros que eu ganhe menos de 3 euros ficam no meu bolso. Isto é inédito. Tive uma proposta para passar um mês numa universidade britânica mas teria de pagar para ir — porque a proposta era boa mas eu acabaria por ter prejuízo depois de pagar impostos aqui. Isto cria um grande incentivo para a economia paralela e para que as pessoas não declarem os seus rendimentos. O que ainda vai piorar as coisas.

O combate à economia paralela que era, recordamo-nos, uma prioridade do governo Syriza…

Sim, mas não fazem nada quanto a isso. Agora, com os controlos de capitais, existem limites à quantidade de dinheiro que se pode levantar das contas bancárias. Mas não há controlos sobre as transferências eletrónicas de dinheiro, dentro do território grego. As pessoas estão a usar mais os cartões de débito, o que torna mais fácil haver um controlo da economia paralela. Mas não os vejo a fazer nada. O que acontece é que as pessoas não passam fatura pelos bens e serviços que compram. Quem trabalha por conta própria consegue safar-se melhor — mas este é um problema que vai agravar-se.

Greek Professor Hardouvelis new Finance Minister

Gikas Hardouvelis, professor de Economia e Finanças na Universidade de Pireu, foi o último ministro das Finanças antes do governo Syriza

Voltando às medidas aprovadas este fim de semana e nos pacotes anteriores: qual será o impacto sobre a economia?

A julgar pelos multiplicadores (de cerca de 1) que vimos durante esta crise, se temos um pacote que envolve medidas no valor de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) isso significa que o PIB vai cair 3%. Estas medidas são contracionistas, isso é claro. Além disso, temos as cláusulas para mais medidas que entram em vigor de forma automática caso haja derrapagens [nas metas orçamentais]. Isso é outra ameaça que pende sobre as nossas cabeças e que também tem um efeito inibidor sobre o crescimento.

Onde está, então, a luz ao fundo do túnel? Como é que esta economia e esta política vão fazer com que a economia grega, algum dia, possa estabilizar?

A Grécia está a pagar o preço pelo comportamento errático que teve na primeira metade de 2015 e pela atitude de confrontação do ministro das Finanças que me sucedeu [Yanis Varoufakis]. A economia já estava a crescer, o investimento estrangeiro estava a entrar, o sentimento dos mercados era melhor e estávamos prestes a encerrar o programa da troika. Estas pessoas foram demasiado amadoras, não sabiam o que queriam nem como chegar lá. Refugiaram-se no confronto, destruíram a credibilidade no exterior, causaram medo à população, levaram à imposição de controlos de capitais e a economia estagnou.

A Grécia está a pagar o preço pelo comportamento errático que teve em 2015 e pela atitude de confrontação do ministro das Finanças que me sucedeu. A economia já estava a crescer, o investimento estrangeiro estava a entrar, estávamos prestes a encerrar o programa da troika. Estas pessoas foram demasiado amadoras, não sabiam o que queriam nem como chegar lá. Refugiaram-se no confronto, destruíram a credibilidade no exterior, causaram medo à população, levaram à imposição de controlos de capitais e a economia estagnou.
Gikas Hardouvelis, antigo ministro das Finanças da Grécia

Numa entrevista a Yanis Varoufakis em 2013, ele argumentava que era uma falácia dizer que a Grécia estava, nessa altura, a recuperar. Dizia que o país ainda era uma cleptocracia…

Ainda estávamos em recessão nessa altura, mas uma recessão baixa. Os problemas na Grécia já tinham, claramente, tocado no ponto mais negativo e no início de 2014 já víamos grandes mudanças positivas. Bastaria termos conseguido estar no governo mais um ano e as pessoas já iriam começar a sentir as melhorias no seu bolso. Hoje as pessoas não conseguem visualizar onde estaríamos se não tem sido a mudança de governo. O que Varoufakis fez foi destruir essa descolagem que estava a ver-se.

Mas a culpa é apenas do governo de Alexis Tsipras? A Europa está acima de críticas?

Os líderes europeus estão a repetir o erro que cometeram em 2009/2010, quando se descobriu que a Grécia tinha um défice várias vezes superior ao estimado. Nessa altura, a Europa adotou uma atitude castigadora: obrigou a Grécia a reduzir o défice muito rapidamente, num ano ou dois. Agora é o mesmo.

A Europa está a ser punitiva outra vez por ter sido desafiada em 2015, é isso que está a dizer?

Não. Não é bem isso. Se calhar, mais do que ser punitiva, a Europa, agora, parece que já não quer saber. Já não há contágio nos mercados financeiros, a Grécia está isolada. Muita Europa está farta até aos cabelos de ouvir falar da Grécia, dos gregos, dos políticos gregos, da economia grega… Não querem saber — é como se dissessem: “Façam o que quiserem, não queremos saber se vão promover o crescimento da economia, se fazem o ajustamento todo pela via dos aumentos de impostos, força… Querem criar mais uma recessão? Força… A escolha é vossa. O problema é vosso. Deixem-nos em paz“.

Muita Europa está farta até aos cabelos de ouvir falar na Grécia, dos gregos, dos políticos gregos, da economia grega... Não querem saber -- é como se dissessem: "Façam o que quiserem, não queremos saber se vão promover o crescimento da economia, se fazem o ajustamento todo pela via dos aumentos de impostos, força... querem criar mais uma recessão? Força... A escolha é vossa. O problema é vosso. Deixem-nos em paz".
Gikas Hardouvelis, antigo ministro das Finanças da Grécia

E o FMI?

O FMI tem adotado uma postura mais saudável. Disseram: “Ouçam, nós acompanhamos a situação dos gregos há seis anos, não está a parecer-nos que os gregos queiram fazer as reformas adequadas. Parece que o crescimento a longo prazo nunca será maior do que 1,5%, portanto o programa é demasiado otimista – é impossível que os gregos criem o excedente orçamental que os europeus querem (até 2018)“. Mas, ao mesmo tempo, dizem que os gregos têm de ter um alívio da dívida para que esta possa considerar-se minimamente sustentável. Há muita gente na Europa que acredita que até que haja eleições na Alemanha, em 2017, nada irá acontecer. Os hardliners da Europa querem que o FMI esteja no programa grego porque querem que o FMI assuma o papel de cão raivoso mas, ao mesmo tempo, não querem que se faça aquilo que o FMI acha que tem de ser feito. Veremos se é possível chegar a um meio termo entre dar ao FMI aquilo que ele quer e, por outro lado, fazer cedências à Grécia que obriguem a votações nos parlamentos, designadamente no alemão.

Eurogrupo desta terça-feira. O que esperar?

“Penso que poderá haver alguma conclusão condicional da avaliação, com a introdução de algumas medidas prévias”, diz Gikas Hardouvelis. “Penso que vão dar à Grécia o dinheiro, pelo menos, para que a Grécia possa pagar ao BCE — porque, sem isso, não há dinheiro. A questão é quanto dinheiro, além desse, é que a Grécia poderá receber para pagar as muitas dívidas que acumula junto do setor privado, junto dos seus fornecedores. O governo está a espremer o setor privado, as empresas, exigindo que paguem mais impostos e, ao mesmo tempo, não paga as dívidas que acumula junto dos fornecedores”, acrescenta o ex-ministro das Finanças.

E no plano interno, na política interna, quão estável é a situação neste momento?

No plano interno temos um governo pretensamente socialista que está a fazer o oposto de tudo o que disse que ia fazer. Estão a demonstrar que o seu único objetivo é permanecer no poder. Não querem saber se rebentam com a economia. Os europeus não querem saber se eles rebentam com a economia. O FMI está sentado à margem, a gritar que está tudo errado com o programa grego, que é preciso fazer reformas e não apenas subir impostos. O governo preocupa-se, apenas, com a anulação de reformas anteriores — nós tínhamos começado a fazer reformas importantes e eles, agora, acabaram com tudo! E, na Europa, ninguém se incomoda! É de loucos!

No seu tempo, a Europa incomodava-se?

Minha nossa… Quando olho, hoje, para a negociação com a Europa — pode fazer-se tudo! Se tento imaginar-me a negociar com a Europa agora, deve ser canja. Não nos obrigam a fazer nada, no que diz respeito a medidas específicas.

Mas a Grécia está a aplicar algumas medidas prescritas pelos credores europeus…

Sim, o governo já tomou algumas medidas — as mais fáceis. Nesta altura, a Europa só parece estar incomodada com metas orçamentais. Já ninguém quer saber da qualidade das medidas e ninguém se importa com a repartição [entre corte da despesa e aumento da receita]. Na minha opinião, isso só suporta a ideia de que a Europa está farta dos gregos, que os quer fora de cena, não quer desperdiçar mais tempo e esforço connosco, não quer saber se a Grécia fica ou sai da zona euro. A atitude é esta.

O único objetivo do Syriza é permanecer no poder. Não querem saber se rebentam com a economia. Os europeus não querem saber se eles rebentam com a economia. O FMI está sentado à margem, a gritar que está tudo errado com o programa grego. O governo preocupa-se, apenas, com a anulação de reformas anteriores -- nós tínhamos começado a fazer reformas importantes e eles, agora, acabaram com tudo! E, na Europa, ninguém se incomoda! É de loucos!
Gikas Hardouvelis, antigo ministro das Finanças da Grécia

Há quem ache que a Grécia terá eleições antecipadas em breve. Parece-lhe provável?

Não há qualquer obstáculo político a Alexis Tsipras nos próximos três anos. Normalmente, o maior obstáculo político aos governos é a nomeação do Presidente da República…

Sim, como se viu no final de 2014…

Sim, no final de 2014. Os mandatos são de cinco anos, portanto, o mandato do atual Presidente termina após o mandato legislativo em curso, que termina em setembro de 2019.

Mas Alexis Tsipras tem perdido alguns deputados. Acha que, por aí, Tsipras pode perder apoio parlamentar?

Não, porque essas pessoas demitem-se e põem lá outro. Não estamos a falar de pessoas com convicções políticas fortes. Não são políticos de carreira, portanto demitem-se e voltam à vida deles. O Syriza tem um risco maior de perder o seu partido de coligação — a extrema-direita dos Gregos Independentes — mas estes, sim, são políticos profissionais e estão a adorar as mordomias, as vénias e, também, a proteção policial de que estão a gozar. Portanto, não vão ser eles a derrubar o governo.

Qual é o papel da oposição, então, designadamente do partido Nova Democracia?

O partido organizou-se, finalmente. Kyriakos Mitsotakis é o novo líder do Nova Democracia, um indivíduo que, no meu tempo, era o último político reformista que restava (no governo liderado por Antonis Samaras). Ele compreende economia e percebe a situação política que vivemos. Portanto, Tsipras tem, de facto, uma oposição verdadeira. Mas Tsipras sabe que, mesmo que caia nas sondagens, ninguém consegue vir de fora e tirá-lo do poder, sem mais.

The Greek new elected leader of Opposition Kyriakos Mitsotakis, Nea Dimokratia in Athens, Greece, on January 19, 2016. (Photo by Wassilios Aswestopoulos/NurPhoto) (Photo by NurPhoto/NurPhoto via Getty Images)

Kyriakos Mitsotakis é o novo líder do Partido Nova Democracia — era “o último político reformista que restava no governo de Antonis Samaras”, diz Gikas Hardouvelis (NurPhoto/Getty Images)

Mas se a queda de Tsipras nas sondagens continuar — e Mitsotakis a subir — a certa altura a pressão sobre Tsipras não aumentará?

O que pode acontecer é outra coisa. À medida que a população perceber que ele não está a dar ao país aquilo que prometeu, a sua popularidade vai continuar a cair. E será pior quando se comprovar que os objetivos não serão atingidos apenas pela via do aumento dos impostos — Tsipras vai ter de cortar na despesa (salários e pensões) e isso vai fazê-lo perder o apoio de parte da população (e das clientelas) que o suporta. Aí, poderá ser o próprio Tsipras a querer convocar eleições o quanto antes, porque talvez consiga sair do governo mas manter alguma força e alguma relevância. A alternativa — esperar — poderá fazer com que, nas próximas eleições, o Syriza seja esmagado, voltando aos 3% de votos que tinha antes.

A ideia que por vezes é transmitida é que os gregos já estão dececionados com o governo, e as sondagens mostram-no…

As pessoas ainda não sentiram o impacto pleno. As pensões ainda não sofreram cortes significativos [pela mão de Tsipras], a classe média só vai começar a sentir mais daqui a alguns meses. As pessoas estão, sim, desiludidas porque Alexis Tsipras prometeu coisas que não está a cumprir. As pessoas acreditavam que havia uma forma mágica de recuperar o estilo e os padrões de vida que tinham. Achavam que isso poderia regressar, sem esforço. Para já, as pessoas estão dececionadas mas isso não significa que, em caso de novas eleições, votariam nos partidos do centro esquerda. Então, o Syriza está a fazer o possível para ocupar o espaço do centro-esquerda, onde o PASOK foi aniquilado, e tentar assegurar a sua relevância a prazo dessa forma.

Quem é Gikas Hardouvelis?

Professor de Economia e Finanças da Universidade de Pireu, Gikas Hardouvelis tornou-se ministro das Finanças da Grécia em junho de 2014. Entrando em substituição de Yannis Stournaras, acabaria por não passar muito mais do que uma mão cheia de meses no cargo, com a queda do governo de Antonis Samaras no final de 2014. No passado, Hardouvelis tinha trabalhado com o primeiro-ministro Lucas Papademos, como diretor da equipa de pesquisa económica de Papademos, que fora vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e que liderou o processo que levou à reestruturação da dívida de março de 2012 (e o segundo resgate). Hardouvelis teve um papel determinante nesse processo. Um independente, sem filiação partidária, Gikas Hardouvelis tem 60 anos de idade, tendo-se formado em Harvard e em Berkeley, nos EUA.

Que país seria a Grécia hoje, em comparação com a situação que acabou de nos descrever, se o seu governo não tivesse caído em 2014 e o Syriza não tivesse ido para o poder?

Teríamos um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de 200 mil milhões de euros, e não 177 mil milhões. Seriam mais cinco mil euros por família de produto económico, por ano. Estaríamos numa situação muito melhor, muito mais perto de recuperar de forma sustentável os padrões de vida que tínhamos em 2007, 2008. Poderíamos ter chegado lá no espaço de cinco anos, talvez. Agora, temos uma estagnação e uma geração perdida. Em 2015, destruiu-se muito valor, que vem acumular-se à dívida.

Acumular-se à dívida? Pode dar um exemplo?

Sim. Por exemplo, o Estado tinha ações dos bancos que estavam avaliadas em mais de 25 mil milhões de euros no verão de 2014. A certa altura, o valor dessas ações caiu para 500 ou 700 milhões. Foi necessária uma terceira recapitalização da banca, que teria sido desnecessária, e foram injetados mais 10 mil milhões. Portanto, só aí perderam-se 35 mil milhões e o Estado tem, agora, menos ações dos bancos, pelo que ganharemos menos se eles recuperarem. 35 mil milhões é muito dinheiro, é quase 20% do PIB que se esfumou. Em 2015 estaríamos numa linha de crédito cautelar, estaríamos fora do resgate, como Chipre ou Portugal, em traços gerais. Teríamos orçamentos equilibrados. Não teríamos necessidade de medidas adicionais porque as medidas que estão a ser tomadas agora são para sair do buraco em que meteram a economia. O Syriza já fez muito mais do que aquilo que nós tínhamos combinado fazer, com a Europa: subiram os impostos na hotelaria, subiram o IVA, entre outros. Nada disso teria acontecido, pelo contrário.

Que lições devem tirar os outros países — e os outros eleitorados — da experiência grega e da situação atual?

Os eleitorados devem escrutinar, com muita atenção, os governos — para verem se eles estão realmente a reformar o país ou se estão a resistir a isso. Os políticos, por regra, não querem fazer reformas porque são eles que pagam o preço no curto prazo e são os seus sucessores que vêm colher os frutos, no longo prazo. Dito isto, se os governos estiverem a fazer reformas, deve dar-se o benefício da dúvida. Mas nenhum eleitorado deve permitir que os governos recuem nas reformas estruturais para parecerem lindos aos olhos de alguns grupos ou clientelas.

Os políticos, por regra, não querem fazer reformas porque são eles que pagam o preço no curto prazo e são os seus sucessores que vêm colher os frutos, no longo prazo. Nenhum eleitorado deve permitir que os governos recuem nas reformas estruturais para parecerem lindos aos olhos de alguns grupos ou clientelas.
Gikas Hardouvelis, ex-ministro das Finanças da Grécia

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