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“Ahhhh!!!”

Ouve-se um grito vindo da cozinha aberta do restaurante 100 Maneiras, em Lisboa, e logo de seguida um prato explode no chão. Toda a gente começa a gritar. Numa das paredes desta casa, uma televisão estava sintonizada na transmissão da cerimónia da Gala das Estrela Michelin onde se acabava de anunciar a atribuição da primeira estrela Michelin para um projeto do chef Ljubomir Stanisic. Tudo aconteceu no passado dia 14 de dezembro e o Observador teve oportunidade de assistir às reações in loco, num dia de normal funcionamento do restaurante, com os clientes (poucos) a entreolharem-se, sorrindo.

Ljubomir dispensa descrições: se antes de 2020 todo o país já o conhecia como o cozinheiro rebelde que não se inibe de dizer palavrões em público, os tempos de pandemia catapultaram-no para um patamar mediático diferente, mais interventivo na esfera político-social do país. Uma faceta ligeiramente diferente foi surgindo à conta disso mas naquela noite, por uns segundos, Ljubo, como muitos lhe chamam, deixou de ser Ljubo. De ar incrédulo, com os olhos a lacrimejar e levando as mãos à cabeça segundo sim, segundo sim, parecia ter ficado sem palavras… Até que soltou um sonoro “f****!” e a partir daí regressou o Stanisic dos reality shows e das polémicas.

Da greve de fome à estrela Michelin: o ano louco de Ljubomir Stanisic

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