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O país parou. Pouco passava das 11h30 da manhã quando a maioria dos portugueses notou uma falha na luz. O fornecimento de eletricidade era interrompido e, rapidamente, entre contactos telefónicos e informações dos media ficava uma coisa clara: o apagão era geral, com falhas registadas em todo o país (com exceção de Açores e Madeira). Não demorou a que se soubesse que também em Espanha — incluindo as cidades de Madrid e Barcelona — havia problemas na energia.
Mas os efeitos do “apagão” que paralisou o país ao longo desta segunda-feira foram muito além da falta de eletricidade. Sem ela, os sinais de trânsito deixaram de funcionar, os transportes públicos (com exceção dos autocarros) pararam, os aviões deixaram de descolar e as comunicações começaram a falhar até colapsarem quase por completo — deixando as pessoas sem capacidade de comunicar e com dificuldades no acesso à informação. Supermercados, agências bancárias e muitas escolas fecharam as portas; os hospitais ficaram dependentes dos geradores e limitaram os serviços prestados.
▲ Sem comboio nem metro, muitas pessoas ficaram horas em filas para apanhar autocarros
AFP via Getty Images
Ao mesmo tempo, a desinformação espalhou-se. Notícias de um suposto comunicado da E-Redes foram avançados por vários jornais até serem desmentidas pela empresa; uma outra notícia falsa que teria sido publicada pela CNN Internacional com suspeitas de um ataque informático russo espalhou-se em grupos de WhatsApp e foi também avançada, incluindo, por breves momentos, no Observador, e seria posteriormente desmentida; a isto seguiram-se outras informações falsas de que a falha teria sido provocada por um fenómeno atmosférico raro e de que demoraria uma semana a restabelecer o serviço.
O país político foi reagindo lentamente. Primeiro foi o ministro dos Assuntos Parlamentares, António Leitão Amaro, a anunciar um Conselho de Ministros extraordinário e a desmentir para já a suspeita de ataque cibernético. Depois o ministro da Coesão Territorial admitiu que havia “a possibilidade” de um ciberataque. “Sei que abrange vários países da Europa — Portugal, Espanha, França e Alemanha e creio que também Marrocos”, disse Castro Almeida à RTP. “É uma coisa em grande escala que, pela dimensão que tem, é compatível com um ciberataque”, declarou. Leitão Amaro voltaria pouco depois a dizer que “não há informação” nesse sentido.
Os representantes dos vários partidos também se apressaram a reagir, desde Pedro Nuno Santos (PS) a disponibilizar a sua colaboração, até André Ventura e Mariana Mortágua a pedirem respostas do governo. O debate previsto para a noite entre o primeiro-ministro Luís Montenegro e o líder do PS foi cancelado.
Ao início da tarde, Luís Montenegro falou aos jornalistas para dizer não ter qualquer informação de que se trate de um ataque nem quais as causas do “apagão”. Pediu “calma” aos portugueses e disse ter esperança que a situação seria resolvida ainda no próprio dia.
Pessoas presas no metro, comboios parados e milhares à porta do aeroporto de Lisboa
Depois de as luzes irem abaixo, o primeiro sinal do impacto de uma falha generalizada na rede elétrica fez-se sentir nos transportes, com a notícia de que várias pessoas estavam presas dentro de carruagens do metro de Lisboa. O gerador não tinha força suficiente para deslocar as composições até às estações e as pessoas acabaram por ser retiradas ao longo da hora seguinte pelos túneis. As estações foram entretanto todas fechadas. No Porto, a situação foi de algum pânico, como relatou o Jornal de Notícias: dezenas de passageiros saíram com ar assustado depois de terem ficado na escuridão total, com uma a falar em lágrimas ao jornal.
Enquanto os metros paravam, os comboios faziam o mesmo — os da Fertagus, porque os da CP já estavam parados devido à greve marcada para este dia — por falta de tensão nas catenárias.
▲ Sem semáforos, o trânsito complicou-se e a pressão sobre os autocarros acentuou-se
AFP via Getty Images
Sobraram os autocarros. Em Lisboa, a Carris continuou o seu serviço e, à medida que chegava a hora de almoço, o número de passageiros nas paragens ia-se acumulando em longas filas, como testemunhou o Observador. À tarde, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, disse à TSF que, para facilitar o transporte dos passageiros, os autocarros da Carris poderiam ser utilizados de forma gratuita.
No ar, os aviões continuavam com capacidade para aterrar, mas em terra cancelavam-se as partidas. Numa curta mensagem, a TAP confirmou que, “devido ao corte de energia elétrica em vários países europeus, o funcionamento dos aeroportos encontrava-se temporariamente muito condicionado” e pediu aos passageiros para não se dirigirem para o aeroporto. Pouco depois, a ANA confirmaria a falta de autorização para descolar.
A Autoridade Nacional de Aviação Civil ativou o plano de contingência e encerrou os aeroportos; não demorou a que se instalasse o caos no Aeroporto Humberto Delgado, com milhares de pessoas no exterior a acumularem-se. A polícia decidiu intervir: “Reforçámos o policiamento no aeroporto com polícias do Corpo de Intervenção para auxiliar a gestora da infraestrutura na manutenção da ordem pública”, indicou fonte da PSP.
Sem telefone nem internet, muitos portugueses foram a correr comprar um kit de velas, rádio portátil, pilhas — e água
Sem luz nem transportes, os portugueses enfrentaram de imediato uma dificuldade acrescida: a de comunicarem uns com os outros e acederem à internet. Vodafone, NOS e Meo começaram a registar ligações intermitentes e ativaram os planos de contingência. Os serviços foram continuando instáveis ao longo do dia, com muitos clientes da Vodafone a relatarem que não conseguiam de todo comunicar.
Com as comunicações afetadas, também a rede Multibanco foi registando perturbações. Fonte oficial da empresa garantiu ao Observador que, no entanto, os serviços da SIBS “estão operacionais e a funcionar dentro dos constrangimentos atuais”. Enquanto isso, várias agências bancárias começavam a encerrar portas: a Caixa Geral de Depósitos manteve atendimentos à porta fechada por motivos de segurança, fonte do Santander avançava que teve apenas de fazer “alguns ajustes” em agências específicas, enquanto no Millenium BCP se registava um “impacto no funcionamento de múltiplas atividades económicas e também no funcionamento de múltiplas sucursais, ATMs, e POS [máquinas de pagamento em lojas, por exemplo]”.
▲ A rede SIBS registou vários constrangimentos e muitos bancos atenderam clientes à porta fechada
FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA
Tudo era instável, tudo dependia do lugar e do momento. Alguns conseguiam fazer um telefonema fortuito, outros não; alguns conseguiam fazer um pagamento por multibanco, outros nem por isso.
A situação agravava-se para os que se queriam deslocar para algum lado. Para além da falta de transportes, o trânsito rodoviário acumulava-se devido às dificuldades provocadas pelos semáforos desligados. A PSP começou a pedir que se evitassem “deslocações desnecessárias”, mas isso não impediu alguns acidentes de trânsito.
Ao mesmo tempo, vários postos de combustível começaram a condicionar o abastecimento. Isto porque os carros-tanque não tinham capacidade para abastecer os postos tendo em conta que os “terminais não estão operacionais”, avançou o secretário-geral das Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes (EPCOL), António Comprido, à Lusa.
Nas ruas, também muito do comércio ia fechando — sem capacidade de operar com a rede de multibanco instável e, no caso de alguns, por receio de que se registasse uma “corrida” aos bens. O Centro Comercial Colombo, em Lisboa, foi logo das primeiras superfícies a encerrar, ainda antes do almoço. Vários supermercados fizeram o mesmo, “por uma questão de segurança dos trabalhadores, dos clientes e de segurança alimentar”, confirmou ao Observador a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição.
▲ Muitos supermercados fecharam as portas. Há quem tenha procurado alternativas em lojas locais
FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA
Nas poucas lojas que ainda se mantinham abertas, as filas começaram a formar-se. A procura era sobretudo de pilhas, lanternas, velas e rádios portáteis, como testemunhou o Observador no bairro de Alvalade. “Estou mais preocupada com a minha mãe, que é idosa e não tem nada. Está nervosa. Uma pessoa que está dependente da televisão 24 horas por dia fica mais ansiosa. O rádio sempre é uma companhia para se ir atualizando.”, explicava Rita, que foi comprar “um rádio a pilhas para estarmos em comunicação com o mundo e termos acesso a notícias.”
Em algumas lojas, o stock deste tipo de itens acabou rapidamente. Noutras, os preços foram rapidamente inflacionados: o Observador testemunhou que, numa loja, uma lanterna, duas pilhas e uma embalagem com mini velas ficaram por 15 euros. Mas muitos portugueses não desistiam da corrida às compras: no centro comercial Oeiras Parque, o hipermercado rapidamente ficou com longas filas — a maioria de clientes que levavam água engarrafada e papel higiénico.
Hospitais dependentes dos geradores e escolas divididas entre mandar ou não alunos embora
O primeiro-ministro falaria da parte da tarde para pedir “calma” e “espírito de solidariedade”, apelando aos portugueses para que atuassem sem “acelerar consumos que não são necessários”. O objetivo era concentrar nas situações “urgentes”, com destaque para o SNS.
Nos hospitais, ia-se garantindo serviços mínimos graças aos geradores. Foram ativados planos de contingência nos hospitais de Santa Maria (Lisboa), Espírito Santo (Évora), Beatriz Ângelo (Loures), Fernando Fonseca (Amadora/Sintra), José Joaquim Fernandes (Beja), Amato Lusitano (Castelo Branco), Santos Silva (Vila Nova de Gaia). Todos os serviços não-urgentes e atividade programada foram sendo cancelados, enquanto se mantinha o atendimento urgente e se garantia que ventiladores e unidades de cuidados intensivos continuavam a funcionar em pleno.
Os privados seguiram a mesma bitola, com a Luz Saúde e a CUF a manterem apenas o atendimento de urgência, hospital de dia oncológico, diálise, cirurgias e exames urgentes, cuidados intensivos e internamentos, à semelhança da rede do SNS.
▲ O Hospital de Santa Maria foi o primeiro a ativar o plano de contingência
TOMÁS SILVA/OBSERVADOR
Apesar disso, os constrangimentos iam-se sentindo ao longo do dia. Foi preciso transferir vacinas de alguns centros de saúde para os hospitais, devido a instalações que não tinham geradores. “Há centros de saúde com geradores e outros não”, indicou fonte do Ministério da Saúde. “As ULS estão a acionar os planos de contingência e há casos em que se está a realizar a transferência das vacinas para os hospitais.”
Nas farmácias, a situação não era melhor. Sem sistema informático, não podiam validar prescrições. Ao mesmo tempo, a conservação de medicamentos estava em risco. A presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Ema Paulino, confirmou à Agência Lusa que algumas farmácias tiveram mesmo de suspender o funcionamento da atividade geral, estando apenas disponíveis para situações de emergência e de urgência. E disse que o funcionamento dos sistemas pode ser afetado, especialmente na conservação de medicamentos que necessitam de frio.
Na área do ensino, tudo se manteve mais calmo. Algumas escolas, como o liceu Pedro Nunes e o agrupamento Vergílio Ferreira (em Lisboa), decidiram mandar os alunos para casa; noutras, como o agrupamento da Alapraia, no Estoril, os alunos não só não foram mandados para casa, como receberam indicações para regressarem às aulas depois da hora de almoço. Algumas universidades, como a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, decidiram suspender as atividades letivas.
Mas, à medida que a situação se arrastava ao longo de horas, alguns pais decidiram ir eles próprios buscar os filhos, sobretudo os mais pequenos — Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), disse mesmo que a situação lhe fazia “lembrar a altura da Covid-19” e que “os pais estão com medo”. Perante este cenário, o Ministério da Educação pediu às escolas de pré-escolar e 1.º ciclo para que mantivessem as crianças nas instalações até os pais chegarem. Aos níveis de ensino mais altos, aconselhou que a situação seja “avaliada casuisticamente, tendo em conta que a organização dos transportes é muito diversa a nível nacional, assegurando-se sempre soluções que privilegiem a segurança dos alunos(as)”.
O “comunicado” da E-Redes que não existiram e as notícias falsas sobre ataques cibernéticos russos
Pelo início da tarde, já muitos dos portugueses que ainda conseguiam ter acesso aos telemóveis se tinham deparado com informação falsa a circular. A primeira foi logo um alegado comunicado da E-Redes, a circular por WhatsApp ainda da parte da manhã, que afinal não era da empresa — mas que foi noticiada com grande destaque por vários órgãos de comunicação social. Na verdade, a E-Redes só reagiu oficialmente à hora de almoço (13h33), confirmando os constrangimentos e o trabalho em coordenação com a REN.
Fact Check. E-REDES emitiu comunicado minutos após início do apagão a confirmar avarias?
A segunda foi uma alegada notícia da cadeia de televisão norte-americana CNN de que o apagão teria sido provocado por um ataque cibernético russo. Era falso.
Fact Check. CNN noticiou que apagão foi causado por ciberataques russos? Falso
Pelo meio, já proliferavam teses nas mensagens de WhatsApp: para além do ataque russo, falava-se na queda de um hidroavião em França que se teria despenhado contra cabos elétricos. Nada de semelhante foi confirmado oficialmente, com muita da desinformação a circular baseando-se em notícias falsas ou informação passada reciclada como se fosse de agora.
▲ A desinformação pelas redes sociais e pelo Whatsapp circulou rapidamente
FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA
Da parte da tarde, mais desinformação: vários órgãos de informação citaram um artigo da agência Reuters que se baseava numa alegada fonte da REN dizendo que o apagão foi provocado por um “fenómeno atmosférico raro” e que a falta de abastecimento poderia durar até uma semana. Fonte oficial da empresa desmentiu “categoricamente” este dado e garantiu não ter dado qualquer informação sobre um possível fenómeno atmosférico à Reuters.
O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) já tinha avisado pela manhã para o risco de “circulação de desinformação que ocorre nestas situações” e aconselhava a que se procurasse informação apenas “junto de fontes fidedignas”.
As autoridades, quer nacionais, quer europeias (envolvendo a própria presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa), foram repetindo ao longo do dia: “Não há qualquer confirmação” de que o apagão seja fruto de um qualquer ataque”.
Autoridades pedem para se limitar deslocações (e policiamento vai ser reforçado à noite)
A hipótese de um ciberataque foi sendo aqui e ali levantada, mas sempre desmentida para já pelas autoridades. Primeiro, o ministro António Leitão Amaro esclareceu que o apagão se “trata de um fenómeno a nível europeu”, que “não terá tido origem em Portugal” e que “não há confirmação” de que se tenha tratado de um ataque informático.
Ao longo da manhã, vários líderes partidários foram-se pronunciando, enquanto o Conselho de Ministros estava reunido. Pedro Nuno Santos (PS) afirmou que “em função da situação que se vive no país, deve ser feita uma comunicação aos portugueses o quanto antes”, a fim de “dar todas as informações que permitam tranquilizar as populações”. Contudo, também garantiu que o PS está disponível para cooperar em tudo o que for necessário”.
Outros não foram tão compreensivos. André Ventura, do Chega, acusou o governo de “deixar a população às escuras, sem o mínimo de informação e sem saber o que fazer ou como proceder”, o que promove “o caos e a confusão nacional”. Também Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, afirmou que se espera “do Governo resposta pronta aos setores essenciais afetados e rapidez na comunicação com o país, incluindo no combate à desinformação” e Rui Tavares, do Livre, disse ser “urgente” que o Governo e a União Europeia comunicassem com as populações. Inês Sousa Real aproveitou o momento para puxar a agenda do PAN e lembrar a importância do “investimento na cibersegurança e na produção de energias renováveis como forma de soberania energética”
Luís Montenegro falaria finalmente às 15h30, pouco depois de várias empresas nacionais de abastecimento de água terem afirmado que poderia haver problemas nos seus serviços ao longo das horas seguintes (mais tarde a Câmara do Porto asseguraria que o abastacimento de água na cidade estava assegurado).
O primeiro-ministro começou por reconhecer a aflição causada pelo episódio, mas quis deixar uma mensagem de conforto aos portugueses: “Confiem no trabalho que estamos a desenvolver”, disse, a partir da capacidade e autonomia e a partir dos centros de produção portuguesa. “A nossa expectativa é que ainda hoje toda a situação seja restabelecida”, afirmou.
Sobre o clima social, o primeiro-ministro admitiu estar consciente da “intranquilidade”, mas sublinhou que o Governo espera “calma” e “espírito de solidariedade”, sem “acelerar consumos que não são necessários”. É preciso acudir primeiro a situações “urgentes”, reforçou Montenegro, com destaque para os serviços de saúde, transportes e infraestruturas críticas.
▲ Luís Montenegro pediu "calma" e disse ter confiança que situação seria resolvida no próprio dia
TIAGO PETINGA/LUSA
Nas ruas, a PSP foi reforçando o seu policiamento ao longo do dia, ajudando a agilizar o trânsito e auxiliando os bombeiros a retirar pessoas de elevadores. “De forma preventiva, estamos a reforçar o policiamento junto aos estabelecimentos escolares, bem como em infraestruturas e pontos críticos, nomeadamente nos aeroportos nacionais e demais redes de transportes públicos”, acrescentou a PSP, que também apelou à população para evitar o “acesso a desinformação e à disseminação da mesma, bem como seguir as recomendações da PSP e das autoridades”.
A partir das 17h30 começou-se a sentir uma retoma gradual em algumas zonas do país, como Abrantes e Vila Nova de Gaia. Mas a REN deixou o aviso: a retoma ia ser “muito gradual”. “Neste momento é ainda impossível prever quando estará normalizada a situação”, dizia a empresa, à medida que o sol se punha e milhões de portugueses procuravam chegar a casa e se preparavam para uma noite à luz de velas.
Ao final do dia, a REN explicou em conferência de imprensa que ainda é cedo para apurar o que provocou o apagão, mas foi detetado como “fator anómalo” uma oscilação nas tensões do lado do sistema espanhol. O administrador João Conceição deixou como previsão uma retoma do abastecimento para o Grande Porto em duas horas, mas avisou que em Lisboa seria mais lenta, porque tem menos centrais elétricas na proximidade.
Para a noite, a PSP está a preparar um plano para reforçar o policiamento preventivo.