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Depois de o professor Samuel Paty ter sido decapitado, em outubro de 2020, por mostrar caricaturas do profeta Maomé numa aula de cidadania, a França mudou. O Presidente, Emmanuel Macron, identificou de imediato o “separatismo islâmico” como o inimigo a combater num país que, nos últimos anos, sofreu vários ataques terroristas. Desde então, o debate sobre os limites do combate ao radicalismo tem subido de tom, e conceitos como islamo-esquerdismo, islamofobia, discriminação e universalismo ganharam ainda mais preponderância no léxico do espaço público e mediático.

Foi neste contexto de polarização do debate que a Assembleia Nacional francesa, no passado mês de fevereiro, aprovou a legislação que ficou conhecida como a “lei dos separatismos”. Entre outras medidas, a lei dá mais poder ao governo para combater o discurso de ódio ou para controlar o financiamento de organizações religiosas, além de aumentar as restrições na ostentação de símbolos religiosos, por exemplo.

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