Não sabe o que ler a seguir? Estes são os livros que pode esperar até ao final do ano /premium

08 Setembro 2019

Vencedores do Booker e do Pulitzer, um novo volume da "Bíblia" de Frederico Lourenço, a segunda parte de "As Mil e Uma Noites" e o regresso de Ferlinghetti: são estas algumas das novidades literárias.

Livros de ficção

A mulher disse-lhe para deixar de escrever porque estava muito velho para isso, mas Frederick Forsyth, de 81 anos, acabou por não lhe dar ouvidos. Cinco anos depois de ter publicado o último romance, A Lista da Morte (pelo meio editou as suas memórias, À Margem), o escritor inglês voltou aos livros com A Raposa, que chega agora a Portugal pela Bertrand. A editora descreve-o como “uma corrida contra ao tempo para salvar a arma mais poderosa do mundo: um hacker”. Também pela Bertrand vai sair Belas Adormecidas, um livro que Stephen King escreveu com o filho, Owen King, e Coma, um thriller médico de Robin Cook.

Pela primeira vez, José Eduardo Agualusa e Mia Couto vão ter um livro escrito em conjunto. O Terrorista Elegante e Outras Histórias reúne três novelas curtas que os dois amigos criaram “sob um alpendre em Boane”, em Moçambique, com base nas peças de teatro que lhes foram encomendadas pelos grupos de teatro portugueses A Barraca e Trigo Limpo. A edição é da Quetzal, que irá editar ainda em setembro O Beco da Liberdade, o novo romance de Álvaro Laborinho Lúcio, O Amigo do Deserto, de Pablo D’Ors, e O Apelo da Tribo, de Mario Vargas Llosa.

A Relógio D’Água vai editar as cartas inéditas de Agustina Bessa-Luís ao escritor Juan Rodolfo Wilcock. O volume de correspondência entre os dois autores “com afinidades” tem um prefácio de Ernesto Monteiro. De Agustina, escritora que morreu aos 96 anos no passado mês de junho, a editora vai também publicar O Sermão de Fogo, de 1963. Este conta a história de Amélia, criada de servir filha de camponeses que conhece “um destino surpreendente” e, através da qual, são apresentadas “uma série de personagens e destinos arrastados na sua órbita”.

Além destes dois livros, a Relógio D’Água vai lançar em setembro uma das obras póstumas de Oliver Sacks, Tudo no Seu Lugar, uma antologia de poemas de João Miguel Fernandes Jorge escolhidos por Joaquim Manuel Magalhães, A Rebelião das Massas, de José Orteha y Gasset, Os Paraísos Artificiais de Outros Textos, de Charles Baudelaire, e O Senhor Swedenborg e as Investigações, de Gonçalo M. Tavares. A Saída de Emergência vai editar uma versão ilustrada de O Despertar de Cthulhu, de H.P. Lovecraft.

A Dom Quixote vai começar o mês com a reedição do romance Demian, de Herman Hesse, que celebra 100 anos. O livro chegou às livrarias a 3 de setembro, dias antes de Quotidiano Instável, livro que reúne as crónicas escritas por Maria Teresa Horta para o suplemento “Literatura & Arte” do jornal A Capital, entre 1968 e 1972. Será também em setembro, mas no dia 24, que será publicado pela mesma editora o novo romance de António Lobo Antunes, A Outra Margem do Mar. Do mesmo autor, Dom Quixote irá reeditar Cus de Judas e Memórias de Elefante, obras publicadas há 40 anos. José e os Seus Irmãos II — O Jovem José, de Thomas Mann, e Augustus, de John Williams, são outras das apostas da editora para o nono mês do ano.

A Companhia das Letras vai publicar o romance experimental modernista Grande sertão: veredas, do brasileiro João Guimarães Rosa. A obra, da autoria de um dos grandes nomes da literatura brasileira do século XX, é considerada uma obra essencial do modernismo no Brasil. Além do romance publicado originalmente em 1956, a editora vai fazer chegar às livrarias dois livros de Chico Buarque, Prémio Camões em 2019: Estorvo, que venceu o mais importante galardão literário brasileiro, o Jabuti, em 1992, e Budapeste, distinguido com o mesmo prémio em 2003.

A grande aposta da Porto Editora para este mês de setembro é o romance vencedor do Man Booker Prize no ano passado, Milkman, de Anna Burns, a primeira autora da Irlanda do Norte a receber o galardão. O romance passa-se durante a época dos troubles (conflitos entre as duas Irlandas) e é baseado nas memórias e experiências da autora, nascida em Belfast. A história é contada da perspetiva de uma adolescente de 18 anos, irmã do meio, que é perseguida por um homem mais velho — the milkman, “o leiteiro” –, que pertence uma organização paramilitar. “Num original misto de inocência e perspicácia, com um estilo único, torrencial e anónimo muito próprio da oralidade, a narradora partilha com o leitor a sua vida, profundamente marcada pela violência física e psicológica”, descreve a editora.

Mas este não é o único lançamento que a Porto Editora guardou para setembro. No Escuro, de Cara Hunter, e o primeiro volume de trilogia “Bascombe” de Richard Ford, O Jornalista Desportivo, são outras das apostas da editora que, no campo da poesia, vai publicar Um dia tudo isto será meu, uma antologia de João Habitualmente, e No rasto dos doentes eléctricos, de Adolfo Luxúria Canibal.

A Elsinore vai publicar Melancolia Norte, de Michel Rio, Menos Que Zero, de Bret Easton Ellis, autor de Psicopata Americano, e Quartos de Final e Outras Histórias, de Cláudia Andrade. Pela Cavalo de Ferro vai sair Jezebel, de Irène Némirovsky, autora de As Moscas de Outono, Na Floresta, de Edna O’Brien, e Orlando: uma biografia, de Virginia Woolf. A E-Primatur vai lançar uma edição comemorativa do 60.º aniversário de O Lugre, “um diálogo entre o homem e a natureza” do dramaturgo Bernardo Santareno. A obra, inspirada nas experiências do autor a bordo de uma frota bacalhoeira portuguesa enquanto médico, é considerada uma das melhores peças de teatro portuguesas de todos os tempos. Pela coleção “Livro B”, sairá A estalagem volante, de G.K. Chesterton.

Os Otimistas, de Rebecca Makkai, foi considerado o melhor livro do ano pelo The New York Times, venceu o LA Times Book Prize e foi finalista do Pulitzer e dos National Book Awards. A obra, que fala sobre os primeiros anos da epidemia de SIDA, foi descrita pelo escritor norte-americano Michael Cunningham como uma “leitura compulsiva” e “uma história fascinante sobre como é viver uma tragédia”. Chega em setembro a Portugal pela ASA. Fiesta — O Sol Nasce Sempre, de Ernest Hemingway, vai chegar às livrarias este mês pela Livros do Brasil, e Dez Dias de Mistério, de Ellery Queen. Este último faz parte da coleção “Vampiro”.

A editora açoriana Companhia das Ilhas vai lançar Com navalhas e navios, de Urbano Bettencourt, Um dia, um grande homem eloquente, de Luís Miguel Rosa, e “aos que chegaram depois” / a vida e o seu duplo, de Ramiso S. Osório. Pela Sextante vai sair Trieste, de Daša Drndić, considerada uma das mais destacadas escritoras europeias contemporâneas, e A História do Rei Artur e dos Seus Cavaleiros, de Howard Pyle. A Assírio & Alvim vai editar Epílogo, livro que reúne grande parte da obra poética de José Agostinho Baptista que, para esta edição, fez alterações importantes e eliminou três dos seus livros, e Seria Sempre Tarde, de Manuel Afonso Costa.

Jeffrey Archer conta com mais de 250 milhões de exemplares vendidos em 97 países. Muitos deles são de Kane e Abel, romance publicado originalmente em 1979 que os leitores do escritor britânico consideram ser o melhor de entre os 16 que escreveu. O livro conta a história de dois homens, William Kane e Abel Rosnovski, que nasceram no mesmo dia, no início do século XX, em lados opostos do mundo, que se veem unidos por “um sonho comum e pelo destino”. É o primeiro de uma trilogia que será publicada agora em Portugal pela Bertrand. A Alfaguara vai lançar uma nova edição de Todas as Almas, um romance de 1989 de Javier María há muito esgotado.

No ano em que completam cinco anos sobre a morte de Vasco Graça Moura e em que ele completaria 77 anos, a Quetzal vai recuperar Testamento de VGM, o poema autobiográfico escrito por altura do seu 60.º aniversário. A Relógio D’Água vai publicar o novo romance de Ana Margarida de Carvalho, O gesto Que Fazemos para Proteger a Cabeça. O livro fala de “duas sociedades fechadas na raia alentejana”, que “vivem à margem da lei, em tempos próximos da guerra civil espanhola, quando a guarda é mais temida do que qualquer gatuno e os cães mais cruéis do que os lobos. Ambas criam as suas próprias regras, se agridem e se oprimem, mas não se percebe nunca exatamente de onde e de quem vem a maior violência. É aqui que chega um homem com contas por ajustar.”, adianta a editora.

Pela Relógio D’Água vai também sair “um dos romances essenciais” de Fiodor Dostoievski, O Adolescente, uma nova tradução de Ética, de Espinosa, O Pecado de Porto Negro, de Norberto Morais, obra finalista do Prémio Leya, dois volumes de Poemas e Canções, de Leonard Cohen, Nós e Outros Contos, de Evguéni Zamiátin, Não Te Esqueças de Viver, de Pierre Hadot, e O Porto do Obelisco, de N. K. Jemisin, o segundo volume de A Terra Fraturada, uma série três vezes vencedora do Hugo Award.

A coleção de poesia da Tinta-da-China, dirigida por Pedro Mexia, vai ganhar um novo título: Câmara Lenta e Outros Poemas, de Marília Garcia, vencedora do Prémio Oceanos no ano passado. Da “Coleção Pessoa” vão sair edições de bolso das obras completas de Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. A Dom Quixote vai publicar Poemas de Amor, de Pablo Neruda, Operação Shylock, de Philip Roth, Agent Running in the Field, de John le Carré, e Hinterland, de Arne Dahl. A Topseller vai lançar Dracul, a primeira prequela autorizada de Drácula escrita pelo sobrinho-neto de Bram Stoker, Dacre Stoker. O livro foi considerado o melhor do género de terror no Reino Unido em 2018.

A Elsinore guardou o melhor para outubro. Neste mês, vão sair os livros Primavera, o terceiro da tetralogia inspirada nas estações do ano de Ali Smith, Vernon Subutex 2, de Virginie Despentes, Frankissstein: Uma História de Amor, de Jeanette Winterson, nomeado para o Man Booker Prize deste ano, e Quando Servi Gil Vicente, de João Reis. A Cavalo de Ferro vai publicar A Marcha de Radetzky, de Joseph Roth, Gelo, de Anna Kavan, e o mais recente romance de Olga Tokarczuk, Conduz o Teu Arado sobre os Ossos dos Mortos. Tokarczuk venceu, no ano passado, o prémio de tradução Man Booker Prize International com Viagens.

Em outubro, vai chegar uma nova aventura de Asterix e Obélix, A Filha de Vercingétorix. A edição é da ASA. A Lua de Papel vai publicar o thriller Os Conspiradores, do sul-coreano Kim Un-Su, e Órfãos de Brooklyn, de Jonathan Lethen. Pela Companhia das Ilhas vai sair Hotel dos Inocentes, o novo livro de Carlos Alberto Machado, Morrer é não ter nada nas mãos, de Nuno Costa Santos, Contos contados, de Álamo Oliveira, e Sombramar, de José Manuel Teixeira da Silva. Plexus, de Henry Miller, Confissões de Uma Máscara, de Yukio Mishima, e uma nova edição de As Minas de Salomão, o bestseller de Henry Rider Haggard na tradução de Eça de Queiroz, vão sair pela Livros do Brasil.

A Porto Editora vai publicar Uma Vida Inteira, de Robert Seethaler, Middle England, de Jonathan Coe, uma nova edição de Contos da Sétima Esfera, de Mário de Carvalho, e outra de Paisagem com mulher e mar ao fundo, de Teolinda Gersão, “um retrato de Salazar e do país durante a ditadura, através de personagens que arduamente a atravessaram”, resume a editora, e um novo livro de Francisco José Viegas, Lágrimas de Macau, o nono com o inspetor Jaime Ramos. A Sextante vai lançar Morrer na Primavera, do alemão Ralf Rothmann, e O Prisioneiro de Zenda, de Anthony Hope. Já a E-Primatur vai publicar o segundo volume das obras completas de Luiz Vaz de Camões, dedicado ao teatro e à lírica.

Tao Yanming (também conhecido como Tao Qian ou Tao Ch’ien) é o mais aclamado poeta chinês anterior à grande época poética da História da China, durante a Dinastia Tag. Alguns dos seus textos foram reunidos num volume de poesia e prosa com introdução e versões portuguesas de Manuel Afonso Costa, que será publicado neste mês pela Assírio & Alvim. Por esta editora vai ainda sair O Livro dos Gatos Práticos do Velho Gambá, um famoso conjunto de poemas humorísticos sobre gatos que T.S. Eliot foi escrevendo na década de 1930 em cartas aos seus afilhados e que serviu de base ao musical Cats.

A Bertrand, que tem vindo a disponibilizar novamente no mercado as obras de Aquilino Ribeiro, vai editar em novembro Humildade Gloriosa, uma biografia romanceada de Santo António. A Temas e Debates vai editar Histórias do meu tempo, uma antologia de Camilo Castelo Branco organizada por José Viale Moutinho, responsável por um volume de literatura de cordel, outro de literatura popular, publicados pela mesma editora, e várias obras sobre o autor de Amor de Perdição.

Pela Relógio D’Água vai sair uma nova edição de Prazer e Glória, de Agustina Bessa-Luís, numa altura em que a editora fará chegar às livrarias Cidades e Os Velhos também Querem Viver, de Gonçalo M. Tavares, As Crónicas da Explosão, de Yan Lianke, o romance biográfico Ingmar Bergman: O Caminho contra o Vento, de Cristina Carvalho, A Guerra Civil (Farsália), de Lucano, O Homem Que Viu Tudo, de Deborah Levy, e Mrs. Palfrey no Claremont, de Elisabeth Taylor. A Relógio D’Água vai ainda lançar o mais recente livro de Marlon James, Leopardo Negro, Lobo Vermelho. O romance, que chegou às livrarias norte-americanas em fevereiro, é o primeiro de uma trilogia inspirada na mitologia africana que irá contar a mesma história de diferentes perspetivas. Pela Tinta-da-China vai sair O Uso do Mundo, de Nicolas Bouvier, que integrará a coleção de literatura de viagens dirigida por Carlos Vaz Marques, e pela Cavalo de Ferro Deshoras, de Júlio Cortázar.

Depois de vários anos sem publicar nada de novo, Lawrence Ferlinghetti, poeta da Beat Generation e co-fundador da City Lights, a importante editora e livraria de São Francisco, decidiu pegar na caneta e escrever um novo livro. O motivo? O seu 100.º aniversário, celebrado a 24 de março deste ano. Rapazinho (Little Boy na edição em inglês) é “o testemunho e o testamento literário do maior poeta” da Beat Generation. A edição é da Quetzal que, em novembro, vai disponibilizar no mercado a terceira de O Papagaio de Flaubert, de Julian Barnes, autor vencedor do Man Booker Prize em 2011. A Companhia de Letras vai editar um novo livro de Afonso Cruz, Paz traz paz, e a Assírio & Alvim Obra Poética, que reúne todos os livros e conjuntos de poemas organizados e publicados por David Mourão-Ferreira.

Pela Saída de Emergência vai sair Território Selvagem, de Anne Bishop, e pela Porto Editora Longa Pétala de Mar, de Isabel Allende, e Cari Mora, de Thomas Harris, autor de O Silêncio dos Inocentes. Já a Sextante vai fazer chegar às livrarias Memórias de um Urso Polar, de Yoko Tawada. A Livros do Brasil vai editar A Promessa, de Romain Gary, e O Assassinato da Minha Tia, de Richard Hull. Este último faz parte da coleção “Vampiro”, que reúne os grandes mestres da literatura policial.

A Relógio D’Água vai publicar O Fim — A Minha Luta 6, de Karl Ove Knausgård, O Problema dos Três Copos, de Cixin Liu, e Corpos Celestiais, de Jokha Alharti, vencedor do Man Booker Prize International neste ano. A obra foi a primeira em árabe a vencer o prémio de tradução e Alharthi a primeira escritora originária do Sultanato de Omã a ser traduzida para inglês.

Livros de não-ficção

Bill Bryson, autor de Breve História de Quase Tudo e de uma biografia de William Shakespeare, editou este ano um livro dedicado ao corpo humano. O Corpo. Um Guia para Ocupantes pretende ajudar quem o lê a compreender melhor “esta extraordinária maquineta que nós somos”, como refere a Bertrand, que o vai lançar já neste mês. O Funcionamento da Mente. Uma Jornada ao Mais Incrível dos Universos, do psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury, será publicado pela Pergaminho. A Vogais vai lançar A Rapariga Esquecida: A História Extraordinária de Uma Jovem Judia Holandesa e da Família Que a Salvou Durante a Segunda Guerra Mundial, de Bart van Es, livro vencedor do prémio Costa em 2018.

A ditadura da felicidade. Como a ciência da felicidade controla as nossas vidas, de Edgar Cabanas e Eva Illouz, é um “livro-sensação que ataca frontalmente a indústria da felicidade e do desenvolvimento pessoal”. A edição é da Temas e Debates, que terá um mês em cheio com títulos como Como se renovam as nações. Crises, escolha e mudança, de Jared Diamond, À mesa com os filósofos, de Normand Baillargeon, e Uma história da Bíblia. O Livro e as suas fés, de John Barton, talvez o mais relevante. Sobre este último, a editora adianta: “A interpretação arguta de John Barton lança uma nova luz sobre o Livro, mesmo sobre as suas passagens mais conhecidas, revelando não apenas as fontes e tradições subjacentes, mas também o trabalho exaustivo dos escribas e editoras que reuniram e remodelaram os textos”.

A Quetzal vai editar As Irmãs Soong — A Mais Velha, a Mais Nova e a Vermelha, de Juan Chang, autora de Cisnes Selvagens e Mao — A História Desconhecida. Pela Contraponto vai sair Eu, Maria das Dores, me  Confesso, o testemunho da mulher que mandou assassinar o marido e que, por isso, foi condenada a 23 anos de prisão contado por Virginia López, uma jornalista espanhola radicada em Portugal. A Elsinore vai publicar Branco, de Bret Easton Ellis, e a Cavalo de Ferro os ensaios O Zen e a Arte da Escrita, de Ray Bradbury, e Bárbaro no Jardim, de Zbigniew Herbet.

O Mistério da Boca do Inferno. Correspondência e novela policiária é o novo título da “Coleção Pessoa” da Tinta-da-China, que sairá em setembro. O volume, com organização de Steffen Dix, inclui a novela escrita por Fernando Pessoa sobre a famosa farsa que ele e Aleister Crowley criaram e que levou a uma investigação policial e ainda as cartas que trocaram. Pela mesma editora vai também sair Uma Campanha Americana, o livro de Joana Reis sobre a campanha presidencial de Humberto Delgado durante o Estado Novo, Monstros Fabulosos. Drácula, Alice, Super-Homem e outros amigos literários, o novo livro de Alberto Manguel, e Sarah Affonso. Os dias das pequenas coisas, um álbum ilustrado feito em parceria com o Museu do Chiado.

Chama-se Life 3.0. Ser-se Humano na Era da Inteligência Artificial, foi escrito por Max Tegmark, professor do MIT e fundador do Instituto da Vida no Futuro, e foi um dos livros favoritos de Barack Obama em 2018. Vai ser editado em setembro pela Dom Quixote. A Booksmile vai publicar Greta Thunberg: Uma História Incrível, de Valentina Gianella, e a Caminho Comunas ou Concelhos, de António Borges Coelho. Notre-Dame, de Ken Follet, vai sair pela Presença. No pequeno livro, Follet fala sobre a história do irónico monumento parisiense, sobre a sua influência na escrita de Os Pilares da Terra e descreve o que sentiu ao assistir em direto às imagens do incêndio que consumiu uma parte da catedral em abril passado. Pela Ideias de Ler, uma chancela da Porto Editora, vai sair À Prova de Stress, um guia para proteger o cérebro e o corpo da pressão do dia a dia da investigadora Mithu Storoni.

A Orfeu Negro vai publicar Manifesto Contra-Sexual, um livro de culto da teoria quer de Paul B. Preciado. No final o mês, vai chegar às livrarias aquele que é para a editora Lua de Papel “o mais importante livro escrito até agora sobre a ascensão do populismo e o fim eminente da democracia”, Povo vs. Democracia, do escritor, académico e conferencista Yascha Mounk. A Relógio D’Água vai publicar uma antologia de ensaios de Hannah Arendt, Pensar sem Corrimão, e a Livros do Brasil o ensaio O Homem Revoltado, de Albert Camus. Pela Gradiva vai sair A Ordem Liberal Internacional Terá Chegado ao Fim?, de Niall Ferguson vs. Fareed Zakaria.

O terceiro volume das obras completas de Vitorino Nemésio, que têm vindo a ser publicadas pela Companhia das Ilhas e pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda, vai chegar em setembro. Sob os signos de agora / Conhecimento de poesia é o primeiro volume de ensaio da coleção. A Assírio & Alvim vai editar Sobre Cinema, um livro que reúne textos, desenhos, entrevistas, correspondência e projetos que revelam a presença assídua d o cinema na vida e obra de José de Almada Negreiros (coleção “Almada Breve), Da Sebe ao Ser, de Maria Gabriel llansol, com alguns inéditos. A BookBuilders vai lançar Da prática e da contradição, de Mao Tsé-Tung.

A Almedina vai publicar Geopolítica em Tempo de Paz e Guerra, um livro “essencial”, nas palavras da editora, do investigador José Pedro Teixeira Fernandes sobre a complexidade e as contradições do mundo atual. Pela Edições 70 vão sair Cultura e Valor, de Ludwig Wittgenstein, considerado um dos maiores filósofos do século XX, uma nova edição de Estrutura da Antiga Sociedade Portuguesa, o ensaio mais importante sobre a história e sociedade portuguesa da segunda metade do século XX, de Vitorino Magalhães Godinho, e Europa Medieval, “uma descrição fascinante da Europa Medieval” do historiador e professor na Universidade de Oxford Chris Wickham que ajuda a perceber “porque é que a Idade Média é fundamental para compreender a Europa de hoje”, garante a editora.

A biografia de Leonard Cohen escrita por Sylvie Simmons, I’m Your Man, A Vida de Leonard Cohen, vai sair a 18 de outubro pela Tinta-da-China. Já a Dom Quixote vai publicar Feel Free, um livro de ensaios de Zadie Smith, Guerra e Paz. Uma História Política do Mundo, de Jonathan Holslag, um anuário com pensamentos do Papa Francisco, Deus Amigo, e O Futuro do Capitalismo, de Paul Collier. Este último foi recomendado por Bill Gates. A Vogais vai editar Tim Cook: O Génio Que Elevou a Apple a Outro Nível, de Leander Kahney.

Aquela que é considerada a biografia definitiva de Winston Churchill, Caminhando com o Destino, do historiador inglês Andrew Roberts, vai ser editada pela Texto em outubro. Para este livro, “o autor teve acesso a material inédito: fotos, diários, memórias não publicadas de contemporâneos do primeiro-ministro e a própria Rainha Isabel II permitiu que visse as notas escritas por Jorge VI, no seu diário, após os encontros semanais que mantiveram durante a Segunda Guerra Mundial”. A Porto Editora vai publicar Porto – Profissões (quase) desaparecidas, de Germano Silva. Pela BookBuilders vai sair A Lei e outros textos, de Frederic Bastiat, e O império Hamburgo, de Pieter M. Judson.

Pela Desassossego vai sair Uma breve história de todas as pessoas que já viveram, um retrato de quem somos e de como nos tornámos assim, de Adam Ruthford, Populismo: A Revolta Contra a Democracia Liberal, de Roger Eatwell e Matthew Goodwin, Viral. A epidemia de fake-news na era da desinformação, de Fernando Esteves e Gustavo Sampaio, e  uma nova edição, revista e aumentada, da biografia Álvaro Cunhal: Retrato Pessoal e Íntimo, de Adelino Cunha, originalmente publicada em 2010.

As Classes Médias em Portugal. Quem são e como vivem, de Francisco Louçã, João Teixeira Lopes e Lígia Ferro, é o livro final da trilogia começada em 2014 com Os Burgueses e continuada em 2017 com as Classes Populares. Com recurso a estatísticas, relatos biográficos e análise de discurso, os autores procuraram conhecer melhor a classe média em Portugal, “como vive, como se reproduz, que dificuldades enfrenta, como se mobiliza politicamente, que estilos de vida desenvolve”. A edição é da Bertrand, que vai lançar também em novembro O Atlas Dourado, um livro ilustrado de Edward Brooke-Hitching que conta a história das grandes expedições e descobertas através de antigos e fascinantes mapas.

A biografia de Andrew S. Curran sobre Diderot, Diderot e a arte de pensar livremente, vai ser publicada em novembro pela Temas e Debates, quando a editora fará chegar também às livrarias Últimas notícias do Sapiens. A revolução nas nossas origens, um ponto da situação de Silvana Condemi e François Savatier sobre as descobertas relativas ao Homo Sapiens. Será também em novembro que a Temas e Debates vai publicar A Escrita da História, um livro que reúne palestras e conferências que o historiador José Mattoso deu ao longo dos anos para “‘libertar uma voz’ que o ultrapassava, para se juntar à ‘sinfonia da História’”.

Novembro será mês de mais um volume da Bíblia traduzida por Frederico Lourenço. O tomo II do volume IV reune uma parte do Antigo Testamento e Os Livros Sapienciais que tinham ficado de fora do tomo I — Salmos, Salmos de Salomão, Odes e Provérbios. Também pela Quetzal irá sair Uma Beleza que nos Pertence, uma coleção de aforismos e citações de José Tolentino Mendonça. A Pergaminho vai publicar SOS Memória, um livro do neurocientista clínico Daniel G. Amei sobre a perda de memória e o que se pode fazer para a prevenir mais tarde na vida.

A coleção “Biografia de Grandes Figuras da Cultura Portuguesa”, da Contraponto, vai ganhar um novo título: A Morte não é Prioritária, a vida do realizador Manoel de Oliveira contada pelo escritor Paulo José Miranda. Killers. As Vidas e as Mortes de Onze Terríveis Assassinos em Série, de Virgina López, será publicado também neste mês, com chancela da mesma editora. A Tinta-da-China vai editar Discursos, de Mark Twain, e a Vogais Encontros Imediatos com a Humanidade, de Sang-Hee Lee com Shin-Young Yoon. Pela E-Primatur vai sair Contos e Novelas I, o primeiro volume da coleção de ficção curta de Camilo Castelo Branco, e a segunda parte de As Mil e Uma Noites, um projeto iniciado há três anos por Hugo Maia que será agora concluído.

Pedro Theotónio Pereira: uma biografia do outro “delfim” de Salazar, de Fernando Martins, e O Grande Sucessor, de Anna Fifield, vão sair pela Dom Quixote. O último reconstrói a vida de Kim Jong Un, o líder da Coreira do Norte. Vitorino Nemésio. À luz do Verbo, um ensaio de José Martins Garcia, vai sair pela açoriana Companhia das Ilhas. A Porto Editora vai publicar Me, a autobiografia de Elton John (que terá uma apresentação única a 19 de novembro, em Londres) e a Gradiva Roteiro da Literatura Portuguesa, de José Carlos Seabra Pereira.

Neste mês, será publicado mais um volume da coleção de obras completas de Vitorino Nemésio, publicada pela Companhia das Ilhas e pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Ondas médias / O segredo de Ouro Preto é o primeiro com crónicas escritas pelo escritor açoriano, autor de Mau Tempo no Canal.

Livros infanto-juvenis

A Bertrand vai publicar mais uma aventura de Mortina de Barabara Cantini, neste caso Mortina e o Primo Odioso. Pela Fábula vão sair Alice no País das Maravilhas, de Lewis Caroll, Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, O Esperto e Outras Histórias, de Ana de Castro Osório com ilustrações de Luís Manuel Gaspar, Artur e as Pessoas Muito Apressadas, de Nadine Brun-Cosme com ilustrações de Aurélie Guillerey, e Famílias em Construção, de Margarida Fonseca Santos. A Oficina do Livro vai editar Manual de Cosplay, de Leonor Grácias, um livro para quem conhece ou quer começar a dominar a arte do Cosplay. Já a ASA vai lançar A História da Pequena Estrela, de Rosário Alçada Araújo com de ilustrações de Catarina França.

Neste mês, a Orfeu Negro Mini vai publicar Mas Porquê?, de Mac Barnett e Isabelle Arsenault, MVSEVM, de Javier Sáez Castán e Manuel Marsol, e A Minha Incrível Escola…, de Davide Cali e Benjamin Chaud.

A Booksmile vai publicar O Rapaz ao Fundo da Sala, de Onjali Q. Rauf. Pela Fábula, vão sair os livros: Doidão, de José Mauro de Vasconcelos, O Meu Coração, de Corinna Luyken, A Tua Cabeça é Como o Céu, de Bronwen Ballard com ilustrações de Laura Carlin, Franklin e Luna e o Livro de Contos de Fadas, de Jen Campbell com ilustrações de Katie Harnett.

A Orfeu Negro Mini vai lançar A Volta ao Mundo em Papel, de Martina Manyà, Nina, de Benji Davies, e Histórias da Mamã Ursa, de Kitty Crowther. Pela Presença vai sair a edição ilustrada de Harry Potter e o Cálice de Fogo, e pela Porto Editora O Monstro Que Veio do Gelo, de David Walliams, e Estranhão 10 — Perguntem a quem não sabe, de Álvaro Magalhães.

Neste mês, a Booksmile vai publicar O Diário de um Banana 14: DE-MO-LI-ÇÃO, de Jeff Kinney.

Nota: as datas de lançamento podem vir a sofrer alterações

Texto de Rita Cipriano, ilustração de Raquel Martins.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rcipriano@observador.pt
Trabalho

Ficção coletiva, diz Nadim /premium

Laurinda Alves

Começar reuniões a horas e aprender a dizer mais coisas em menos minutos é uma estratégia que permite inverter a tendência atual para ficarmos mais tempo do que é preciso no local de trabalho.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)