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O Observador publica esta semana uma série de seis reportagens feitas na Suécia, o país que desafiou o confinamento contra a Covid-19. A estratégia, que uns consideram um milagre e outros um desastre; os hospitais, agora com maiores dificuldades; o impacto na economia e os erros que o explicam; o dia a dia de um infetado, com testes em casa e nenhuma punição se violar as regras; o escândalo nos lares de idosos; e Anders Tegnell, o epidemiologista que recebe flores e ameaças de morte. Esta é 4.ª parte.

Na primeira fase da pandemia, na Suécia, explica ao Observador a psicóloga clínica Joana Demony, portuguesa de 41 anos a viver em Västerås, a cerca de 100 km de Estocolmo, só eram testados para o SARS-CoV-2 os doentes com necessidade de cuidados hospitalares urgentes — o que, por si só, ajuda a explicar a discrepância entre os números de infetados da primeira para a segunda vaga.

“Tenho uma amiga, que é doente de risco, que começou com sintomas depois de ter voltado de Portugal, onde esteve com a irmã, que, entretanto, tinha testado positivo”, recorda. “Sentiu-se mal e ligou para a Saúde 24 cá do sítio, onde lhe disseram que só a recebiam se precisasse de ir para o hospital de ambulância. Quase de certeza que teve Covid, mas nunca foi testada, portanto não tem como saber.”

Agora, nove meses depois de terem sido confirmados os primeiros casos no país, já não é assim: todas as pessoas que tenham sintomas claros de Covid-19 (a recomendação vai no sentido de se esperarem 24 horas desde as primeiras manifestações da doença, para perceber se são reversíveis ou confundíveis com outros problemas, como alergias ou enxaquecas) são aconselhadas a fazer um teste PCR.

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