Explicador

E se os antibióticos deixarem de tratar infeções?

Atualizado212
Vera Novais

O que é resistência antimicrobiana?

Pergunta 1 de 11

De forma geral, a resistência antimicrobiana (AMR, na sigla em inglês) significa que os medicamentos usados para combater um determinado tipo de agente patogénico, como bactérias, vírus ou outros parasitas, deixaram de ser eficazes para o eliminar ou até para impedir que se multiplique na presença desse antimicrobiano. O foco, neste momento, está sobretudo na resistência das bactérias aos antibióticos (e assim será abordada neste artigo).

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Os profissionais que trabalham na área dos antibióticos e da resistência crescente das bactérias aos vários tipos de antibióticos são unânimes: a AMR constitui atualmente um dos maiores desafios no que diz respeito à saúde pública. Mas apesar de ser reconhecida como um problema urgente, nem todos os países têm planos para a combater. E este não é um problema apenas dos países desenvolvidos, como lembra a Organização Mundial de Saúde (OMS), já foi detetada em todas as partes do mundo e os relatórios de várias regiões demonstram que está a aumentar.

Desde que começaram a ser usados, nos anos 40, os antibióticos demonstraram que podiam tornar-se ineficazes se as bactérias desenvolvessem resistência contra eles, mas acreditava-se que seria possível arranjar sempre novas drogas. Só nos anos 80, quando começaram a aparecer as primeiras estirpes de bactérias resistentes a vários tipos de antibióticos, se começou a perceber que o problema poderia ser maior do que o inicialmente previsto.

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A resistência antimicrobiana não é um problema apenas para as pessoas que tomaram demasiados antibióticos ou que adquiriram bactérias resistentes de outras formas, mas para todas as pessoas que as rodeiam que podem ser infetadas com essas bactérias que vão deixar descendência resistente ou partilhar esta informação genética a outras bactérias.

Basta lembrar o caso recente da bactéria no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho que contaminou mais de 30 pessoas desde agosto. As suspeitas recaem sobre uma doente que fez vários ciclos de antibiótico e que, no dia 29 de julho, esteve na mesma unidade de pós-operatório que o primeiro paciente infetado. E segundo afirmou o diretor-geral da Saúde, Francisco George, a origem do problema foi o uso indevido de antibióticos.

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