Um utilizador do Facebook partilhou, no dia 12 de janeiro, um vídeo onde alegadamente mostra a queda que provocou a morte do piloto português Paulo Gonçalves. O título do vídeo, que teve mais de 35,7 mil visualizações em quatro dias, é precisamente: “Paulo GONÇALVES Queda Fatal Dakar 2020.” O vídeo não corresponde, no entanto, ao momento que provocou a morte do piloto durante a sétima etapa do Dakar, no dia 12 de janeiro.

Vídeo partilhado no Facebook dia 12 de janeiro como sendo da queda fatal.

O vídeo mostra, na verdade, uma queda de Paulo Gonçalves, mas que ocorreu 2016. A queda ficou até no registo como uma das quedas mais aparatosas da edição de 2016. O vídeo em causa está no Youtube pelo menos desde 18 de janeiro de 2016.

Em 2016, Paulo Gonçalves era o número dois — como é percetível no vídeo do Facebook — enquanto na edição de 2020, o número do piloto era o 8. No vídeo de 2016, Paulo Gonçalves levanta-se logo após a queda como é possível verificar nas imagens.

Nesse ano de 2016, Paulo Gonçalves não só não teve sequelas, como ainda ajudou um outro piloto. O piloto português parou para ajudar o austríaco Mathias Walkner, que fraturou o fémur após uma queda. Paulo Gonçalves parou para ajudar o austríaco e ficou no local até chegar ajuda.

No dia 12 de janeiro de 2020, motociclista Paulo Gonçalves morreu no Dakar 2020, na Arábia Saudita, na sequência de uma queda. O piloto tinha 40 anos e o acidente ocorreu ao quilómetro 276 da sétima etapa, de 12, da corrida, entre Riade e Wadi-al Dawasiro. No total, a prova tinha 546 quilómetros.

Conclusão

O vídeo que alegadamente mostra a queda do piloto Paulo Gonçalves corresponde a uma queda do piloto em 2016 da qual conseguiu sair ileso, embora tenha sido uma queda aparatosa e tenha entrado para as compilações da competição. É, no entanto, falso que o vídeo corresponda ao momento que levou à morte do piloto.

Assim, segundo a classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

De acordo com o sistema de classificação do Facebook este conteúdo é:

FALSO: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

Nota: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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