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A melhor maneira de contar uma boa história é conversar com muitas pessoas. Só assim é possível encontrar as que sabem exatamente do que estão a falar. A pensar nisso, o Miguel Pinheiro Correia, jornalista da equipa de Sociedade, pôs-se a caminho de Penalva do Castelo — com a fotojornalista Inês Lacerda ao volante — já agarrado ao telefone. |
Tinham a missão de contar a história de como um imigrante americano, já falecido, tinha deixado em casa um verdadeiro museu, com obras de Picasso e Miró, por exemplo, entre muitas pinturas, litografias, serigrafias, esculturas e até objetos de origem arqueológica, apreendidos na semana passada pela PJ quando o antigo mordomo estaria a tentar vendê-los. |
Em Penalva do Castelo há duas agências funerárias. Uma não tem número de telefone na internet. A outra não tinha feito o funeral do dono da casa, e o funcionário que atendeu não conhecia os protagonistas da história. Felizmente, estava ao lado de um outro agente funerário que conhecia o mordomo. Passou-lhe o telefone e, ainda antes de chegar, o Miguel já tinha uma boa base para o trabalho. |
Uma das prioridades era encontrar a tal casa transformada em museu — e, naturalmente, tendo em conta o recheio, iam à procura de uma mansão. Primeiro, estranharam a casa que viram na pesquisa do Google Maps. Depois, já no local, tiveram de ser os vizinhos a confirmar que, sim, era mesmo naquela casa discreta que estavam guardadas 278 obras de arte. |
Informações sobre o dono americano da coleção é que não tinham muitas. Até o tratavam por “espanhol”, porque sabiam que tinha vivido antes em Espanha e, na verdade, não conheciam a verdadeira nacionalidade. O Miguel e a Inês bateram a muitas portas das casas ali à volta, mas a maioria só o via a passear o cão e ninguém sabia o seu nome. |
O cão levou-os, ainda assim, a fazer uma nova tentativa original: se tinha um cão, precisaria de um veterinário. E, nem de propósito, há um na mesma rua. Só que o consultório estava fechado e o veterinário que atendeu o telefone respondeu que raramente estava ali, por isso não conseguia ajudar. |
A equipa do Observador concentrou-se, então, no mordomo. No jardim de uma casa encontraram um antigo colega do homem que estaria a tentar vender as obras de arte. Também lá estavam dois jardineiros que, por pouco, não passaram duas enxadas para as mãos do Miguel e da Inês. Escaparam desse trabalho e repetiram as conversas com outros vizinhos, até chegarem à família, que abriu a porta, mas não quis falar — nem o próprio, que se limitou a espreitar por uma janela. |
Mesmo com muitas portas fechadas, as coisas que ouviram em todas estas paragens permitiram-lhes reconstruir a história do americano fantasma, o mordomo que lhe mostrou Portugal e a arte a caminho de França. Só já não tiveram tempo para uma crítica gastronómica. No café onde almoçaram, um dos funcionários insistiu que fizessem uma reportagem sobre o estabelecimento, que “era um sucesso”. “A sério, insistam com os vossos chefes”, dizia. |
À falta de melhor, aqui vai: o Miguel e a Inês dizem que comeram “umas boas sandes de panado” e que o café tinha “uma enorme variedade de pastelaria”. |
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Talvez lhe tenha escapado
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Polícia Judiciária
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Poucos vizinhos sabiam o que fazia, apenas que era patrão de outro filho da terra. Quando morreu, a casa passou para o mordomo, que foi apanhado quando tentava vender obras de arte a França.
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PS
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Com regresso em modo combativo de Pedro Nuno Santos, hipótese de novo partido de esquerda volta à discussão. O próprio nunca admitiu, Ferro diz que seria "tiro no pé" e Louçã considera "inviável".
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Vichyssoise
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Escolhido por Seguro para coordenar Pacto na Saúde acredita que conseguirá promover consensos, incluindo com o Chega. Avisa que, sem acordo, legislação laboral pode "ficar como está".
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Governo
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Só um volte-face pode salvar nova lei do trabalho. Ministra diz que é essencial, mas Montenegro assume que país "não acaba" se houver chumbo. UGT não cede, PS não mexe e Chega não desperta confiança.
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Economia
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Em entrevista, presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura, diz-se "surpreendido" pelo chumbo unânime da UGT ao pacote laboral. Diz-se disponível para propostas novas mas duvida que UGT as apresente.
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Banco de Portugal
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Foi explicado ao governador, como a todos os trabalhadores do Banco de Portugal, que regras não permitem qualquer investimento na bolsa. Santos Pereira investiu, mesmo assim (mas vai doar mais-valia).
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Investimento
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Delta fez "maior investimento de sempre" na indústria para chegar à 'Champions' do café. Início do ano foi "mau" mas efeito da guerra ainda não assusta Nabeiro. Preço do café não deve subir em 2026.
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Corrupção
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O organismo anticorrupção estreou-se nas contraordenações, abriu 66 averiguações e recebeu 266 denúncias. Processos de corrupção levam em média dez anos a chegar a acórdão de recurso.
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Greve
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Primeiro email a ser lido no Ministério da Saúde foi encaminhado para a Secretaria de Estado que não tinha tutela do INEM. Mas recibos de leitura provam outros dois emails, cujo destino não é claro.
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Sem-abrigo
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Espaço foi cedido ao festival de Vhils pela Câmara de Lisboa. Recebeu-o do Estado para fins sociais, mas ali vai passar nova ponte. Placa no local diz que área é "encerrada" a 30 de abril.
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Podcast Plus
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Quando Renato Seabra nasceu, Carlos Castro já era uma figura incontornável da sociedade portuguesa. Tinha 44 anos e um passado traumático. Conheceram-se graças ao sonho de Renato: ser modelo.
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Estilo de Vida
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Depois da vida de Juan Carlos, José de Bouza Serrano reúne memórias tão genuínas quanto indiscretas da carreira de diplomata, da baronesa assassinada no Tivoli a um "agitado Presidente" Marcelo.
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Espanha
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O presidente do governo espanhol viu-se esta semana mais profundamente envolvido no chamado "Caso Koldo", inicialmente suscitado pelo PP. Depoimentos terminam na próxima semana. O que está em causa?
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Presidente Trump
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Atirador diz que incompetência das autoridades no hotel era “absurda”: hóspedes circulavam livremente e agentes não detetaram riscos. Serviço Secreto volta a ser criticado, mas Trump elogia agência.
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Médio Oriente
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Em entrevista ao Observador, o historiador judeu Mark Mazower reflete sobre o aumento de ataques antissemitas e a sua relação com o Médio Oriente, os EUA — e as próprias ações do Governo de Netanyahu.
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Cinema
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Da Ajuda ao Parque Mayer, dos títulos à perdição nos casinos, dos tiros que levou na noite aos dias de glória nos ringues. A luta está retratada em “Soco a Soco”, documentário de Diogo Varela Silva.
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Lifestyle
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Os padrões de beleza e estilo, a consciência sobre o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e a forma de produzir e consumir moda passaram por mudanças que o filme terá o desafio de retratar.
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Cinema
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A vida persistente de Al Cook, músico blues das noites de Viena e herói improvável em “The Loneliest Man in Town” — o filme abre esta noite o 23º. Indielisboa. Falámos com a dupla que o realizou.
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Teatro
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Filme celebrizado por Robin Williams ganha adaptação no Teatro Trindade Inatel, em Lisboa. Estreia-se a 30 de abril e quase 30 mil pessoas já compraram bilhete. Falámos com encenador e protagonistas.
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Opinião
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Nós havemos de querer saber menos da vida dos políticos quando os políticos, através do Estado, se meterem menos nas nossas vidas.
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José Pedro Aguiar Branco pode ter escolhido incorretamente a terapia, oportunidade e a forma de abordar o problema, mas ele existe.
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Segundo o Papa é um escândalo não continuar a procurar a unidade. Segundo outros, escandaloso é não acentuar a divisão.
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Pode repetir-se, noutro cenário de guerra, o que aconteceu em África, em 74/75, às Forças Armadas? 52 anos depois, com a Defesa e os militares a ganharem peso, há perguntas que temos de fazer.
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Pedro Delgado Alves virou as costas à noção e fez o que muitas vezes criticou aos deputados do Chega. O PAR esqueceu-se dos seus pares e quis furar uma bolha de elite de onde nunca saiu.
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