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Como é que não havemos de querer expulsar o sofrimento da nossa vida se ele nos dói?…Portanto, é compreensível que haja um “ideal anti-depressivo” em todos nós. Uma espécie de “pensamento sem dor”. E, até, que haja quem o venda e se aproveite dele. É claro que um ideal anti-depressivo está para o mundo mental como a demagogia estará para a política: falar verdade por meias-verdades não nos torna mais felizes. Antes nos engana com “a verdade”. Mas sempre nos dá a ilusão de que a felicidade é uma bem-aventurança onde se chega sem que haja, sequer, a necessidade de pensar.

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