Catarina Martins

BE cede: pensões não são descongeladas em 2016 – só as mínimas

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Em entrevista ao Diário de Notícias a líder do Bloco de Esquerda insiste que haverá acordo com o PS. Mas admite que pensões só se descongelam a prazo. E que ainda não há solução para salários.

Autor
  • Diogo Queiroz de Andrade

Numa entrevista ao DN, este domingo, Catarina Martins dá pistas para o que pode vir a ser o acordo de governo à esquerda. A líder do Bloco admitir que há muito ainda por acertar de modo a conseguir um acordo para a legislatura.

Insistindo nas “grandes balizas do Bloco de Esquerda”, que são as exigências para a legislatura (“que todos os rendimentos têm de ficar descongelados, os das pensões e os do trabalho, que haja recuperação de rendimentos”), a porta-voz do partido mostra disponibilidade para que, nas negociações, os objetivos não vejam a luz do dia já em 2016. Por pontos:

  • Pensões: “Já há acordo para que as pensões sejam todas descongeladas e as mais baixas terão mesmo um aumento real (…) Ao longo da legislatura isso irá acontecer com todas e em 2016 com as mais baixas”. Convém lembrar que o programa do PS já previa uma subida das pensões mínimas, só congelando as restantes.
  • Salários: “Esta é uma questão mais complexa, porque depende de mais fatores, e porque não estamos a falar só da função pública”. Este ponto não está, portanto, fechado.
  • Salário mínimo nacional. (…) Seria demagógica se dissesse que seria possível ter 600 euros em 2016, não é possível.” O objetivo é agora que chegue aos 600 euros no final da legislatura.
  • Acordo: “Só existe acordo se for com os três partidos (…) O que está a ser trabalhado é que haja um [não concretizando se esse acordo é válido para toda a legislatura] (…) Enquanto esse acordo for respeitado o governo está em funções.”
  • BE no Governo: “Só depois de estarem fechados todos os pontos políticos relevantes é que essa discussão faz sentido”. 
  • Metas da Comissão Europeia: “Não concordo com as imposições europeias, nem são elas que dirigem a ação do BE neste processo. O Bloco não passou a ser defensor do Tratado Orçamental nem passou a achar a dívida pública sustentável nem a achar normal que exista um semestre europeu com vistos prévios sobre o Orçamento.” Para já, Catarina Martins admite apenas que se encontraram “formas de convergência que permitem uma trajetória preocupada com a consolidação”. 
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