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Ana Catarina Mendes questiona de que lado está o PSD na questão da TSU

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Ana Catarina Mendes afirmou que é preciso saber de que lado está ao PSD e que caminho quer trilhar o partido que acusa de desrespeito pela concertação social.

PAULO NOVAIS/LUSA

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  • Agência Lusa
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A secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, afirmou neste domingo que até ao próximo debate parlamentar é preciso saber de que lado está ao PSD e que caminho quer trilhar o partido que acusa de desrespeito pela concertação social. “O que está em causa neste momento é saber de que lado está o PSD, se está a favor de um acordo e do respeito pela concertação social”, afirmou Ana Catarina Mendes, sublinhando que num “acordo é sempre preciso uma negociação e que fique a contento de todas as partes”.

Questionada pela Lusa sobre a advertência do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, de que o PS não contará com o seu voto caso os partidos que completam a maioria de esquerda peçam a apreciação parlamentar do diploma que reduz a Taxa Social Única (TSU) das empresas, a secretária-geral adjunta do PS disse não se compreender que “o PSD tenha hoje, mais uma vez, uma atitude de desrespeito pela concertação social e uma atitude de falta de consideração pelo diálogo que foi atingido junto dos parceiros sociais”.

A descida da TSU está prevista no acordo de concertação social que consagrou o aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN), mas tanto o Bloco de Esquerda como o PCP admitiram levá-la ao parlamento, caso o Governo insista na redução da Taxa para as empresas como forma de compensá-las pelo aumento do SMN.”

“Até ao próximo debate parlamentar é preciso perceber que caminho quer o PSD trilhar”, e se, ao contrário do PS que ” esteve sempre do mesmo lado, sempre a favor do diálogo social, do valor da concertação social e dos seus parceiros sociais”, o PSD “vai agora deitar fora aquilo que já no passado afirmou”, disse.

Ana Catarina Mendes falava à agência Lusa, à margem da apresentação do candidato socialista, Luis Patacho à câmara das Caldas da Rainha, nas próximas eleições autárquicas.

Perante dezenas de militantes e simpatizantes do partido a secretária-geral adjunta do PS, lembrou a “cambalhota” de Pedro Passos Coelho “sobre aquilo que é o papel da concertação social”, para questionar ” que políticos são estes, que oposição é esta, e que serviço presta à democracia?”.

Em 2014, recordou, Pedro Passos Coelho “afirmava que o que é bom para os parceiros sociais é bom para os partidos políticos”. Agora, reforçou, “é preciso perguntar o que mudou entre 2014 e 2017”, considerando que, “certamente o que mudou é [o PSD] não gostar de ver o aumento do salário mínimo”, concluiu.

O acordo obtido pelo Governo socialista e parceiros em dezembro na concertação social, à exceção da CGTP, prevê uma subida do Salário Mínimo Nacional para 557 euros e a descida da Taxa Social Única em 1,25 pontos percentuais.

A candidatura de Luis Miguel Patacho foi a primeira a contar com a presença da secretária-geral adjunta do PS. Advogado e ex-presidente da concelhia local, o cabeça de lista apresentou hoje as principais linhas da candidatura com que disputará a autarquia das Caldas da Rainha com o atual presidente, Fernando Tinta Ferreira (PSD), o único candidato já assumido.

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