Música

Homenagem à pianista Olga Prats abre 52.º Festival de Sintra

O 52.º Festival de Sintra abre esta sexta com uma homenagem à pianista Olga Prats, de 78 anos, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, na qual participam, entre outros, o pianista Artur Pizarro.

JOAO RELVAS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Festival inicia-se esta sexta-feira e prolonga-se até 27 de maio, com um cartaz que inclui Wim Mertens e Mário Laginha e, além do Centro Cultural Olga Cadaval, conta com concertos no Palácio Nacional de Sintra, na Quinta da Piedade, em Colares, e no Palácio de Queluz.

Com direção artística do pianista Adriano Jordão, o festival inclui o ciclo “Sons da Rua”, nos dias 20 e 21 de maio, que promove concertos “nas ruas, praças e jardins do município, democratizando o acesso aos mais variados públicos”, segundo nota da organização enviada à agência Lusa.

No âmbito dos “Sons da Rua”, tocam, entre outros, as bandas filarmónicas Os Aliados e a de S. Bento de Massamá, no Jardim da Correnteza, em Sintra, estando ainda previstas atuações na Volta do Duche, na rua Heliodoro Salgado, no Terreiro Rainha D. Amélia, na Estação de Comboios e nos Paços do Concelho.

A homenagem à pianista Olga Prats, que foi colaboradora próxima do compositor Fernando Lopes-Graça, conta com a participação, além de Artur Pizarro, do compositor António Victorino d’Almeida e do contrabaixista Alejandro Erlich-Oliva.

Olga Prats concluiu em 1957 o curso de piano do Conservatório Nacional e, ao longo da sua carreira, privilegiou a música de câmara, destacando a produção contemporânea. Além de Lopes-Graça, foi também colaboradora próxima de outros compositores, como Constança Capdeville e Victorino d’Almeida. Todos lhe dedicaram peças e a pianista estreou várias composições suas.

Tendo também lecionado, no Conservatório Nacional e na Escola Superior de Música de Lisboa, Prats foi uma das fundadoras do Opus Ensemble, em 1980, e do ensemble de teatro musical Grupo ColecViva, em 1975.

A homenagem à pianista ocorre precisamente 65 anos após a sua estreia, aos 14 anos, no Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa, a 05 de maio de 1952.

O segundo recital da programação é protagonizado pelo compositor, contratenor, pianista, guitarrista e musicólogo belga Wim Mertens, no dia 06 de maio, também na sala Olga Cadaval, seguindo-se, no dia seguinte, a pianista brasileira Lígia Moreno, que se estreia em Portugal, com o recital na Quinta da Piedade.

Para a segunda semana do festival estão previstos, entre outros, os recitais do pianista russo Vladimir Viardo, ex-discípulo de Irina Naumova, no dia 12, na sala do Trono do Palácio de Queluz, e de Anna Malikova, do Uzbequistão, no dia seguinte, no auditório Acácio Barreiros do Olga Cadaval; também neste dia, e neste centro cultural, mas no auditório Jorge Sampaio, atua o pianista Mário Laginha com as orquestras escolares de Sintra, “para partilhar a sua visão da música portuguesa”.

O acordeonista Richard Galliano e o quarteto de cordas Hugo Wolf Quartet são outros nomes do cartaz do festival, assim como os pianistas Kristina Miller-Koekert e Gottlieb Wallisch, e a Banda Sinfónica do Exército, sob a direção do maestro Artur Duarte Cardoso, que encerra o Festival, em Queluz, num concerto que conta com o Coro Lisboa Cantat, sob a direção de Jorge Alves, o tenor Pedro Rodrigues, a soprano Carla Simões e o barítono Diogo Oliveira.

O Festival de Sintra é um dos festivais mais antigos do país. Em edições anteriores também contemplou a dança.

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