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Festival Eurovisão da Canção

Vitória de Salvador Sobral é prova da criatividade lusa, diz ministro da Cultura

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O ministro da Cultura defendeu que a conquista do festival da Eurovisão da Canção é uma prova da criatividade dos portugueses e disse que já está a pensar na organização do próximo certame, em 2018.

O ministro falava à Lusa após participar na inauguração de uma exposição, no Palácio Nacional da Ajuda

SERGEY DOLZHENKO/EPA

O ministro da Cultura defendeu esta segunda-feira que a conquista do festival da Eurovisão da Canção é uma prova da criatividade dos portugueses e disse que já está a pensar na organização do próximo certame, em 2018.

Luís Filipe de Castro Mendes comentou esta segunda-feira à Lusa a vitória portuguesa do festival da Eurovisão com a canção “Amar pelos dois”, interpretada por Salvador Sobral e criada pela irmã, Luísa Sobral. Com a vitória, no passado sábado, que aconteceu pela primeira vez em meio século de participações portuguesas, é também Portugal que, pela primeira vez, terá de organizar o próximo festival Eurovisão da canção.

A responsabilidade é da RTP, uma empresa pública da tutela da Cultura, e é evidente que estamos a pensar nisso, estamos a pensar na organização do festival”, disse o ministro, acrescentando que, para já, não pode adiantar mais pormenores sobre essa organização, tanto mais que só há dois dias se sabe que a organização é portuguesa.

Quanto à vitória de “Amar pelos dois”, é um “reconhecimento importante” da criatividade e do talento dos portugueses, e a qualidade da obra e da interpretação é confirmada pelo facto de a música ser tão ouvida e “tão amada” pelo público, declarou o governante. E o resto, disse Luís Filipe de Castro Mendes, é a “satisfação e alegria” dos portugueses por verem que uma “belíssima canção” ganhou o festival “de uma maneira despojada, artisticamente exigente” e com “uma grande criatividade, talento e audácia”.

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O ministro falava à Lusa após participar na inauguração de uma exposição, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, de pinturas e fotografias do artista romeno Gheorghe Fikl, que estarão patentes ao público até ao fim de agosto.

Com o título “Fikl. Encenações portuguesas”, a exposição, esta segunda-feira com a presença também do ministro da Cultura romeno, assinala os 100 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Fikl está “entre os mais impressionantes artistas romenos contemporâneos”, afirma-se no catálogo da exposição, que junta 16 pinturas e cinco fotografias.

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