Tech Auto

No futuro não vai haver condutores. Só passageiros

Anunciado com condução autónoma de nível 3, o futuro Audi A8 pode, afinal, ser o primeiro passo de algo mais sofisticado: o Long Distance Lounge Concept, 100% autónomo, onde não haverá condutor.

Autor
  • Francisco António

Que a Audi está a preparar uma nova geração do seu A8, que será o primeiro modelo da marca dos quatro anéis a contar com tecnologia de condução autónoma de nível 3, não é propriamente novidade. Agora, que este poderá ser apenas o primeiro passo para uma futura geração deste mesmo A8, equipada com sistema de condução autónoma de nível 5, da qual existe já inclusivamente um concept, denominado “Long Distance Lounge”, é algo completamente diferente.

O antecipar do futuro, que a Audi aponta apenas para 2050, terá sido feito pelo director de design de interiores da marca alemã, Enzo Rothfuss, durante uma conversa com o jornalista da norte-americana CNET, Chris Paukert, realizada na sequência de um convite para visitar o quartel-general do fabricante, em Ingolstadt, na Alemanha. Visita durante a qual terá sido desvendado ao jornalista um futuro em que o Automóvel será 100% autónomo, inteligente, com os seres humanos destinados ao mero papel de passageiros.

Aproximadamente com as mesmas dimensões do A8 longo, o concept futurista de propulsão exclusivamente eléctrica Long Distance Lounge destaca-se desde logo pela concepção revolucionária, ao apostar no espaço e na versatilidade, incomparavelmente superiores às existentes no actual topo de gama da Audi, ou em qualquer dos seus concorrentes. Feito alcançado também devido ao facto de não ter de albergar um volumoso motor de combustão e todos os restantes componentes que tradicionalmente tanto espaço ocupam no veículo, mas apenas motores eléctricos colocados junto às rodas, com as baterias a estarem alojadas sob o piso. Sendo que, também por ter sido concebido de base como um veículo 100% autónomo de nível 5 e pensado para as longas viagens, o protótipo não contempla sequer volante ou pedais – mais uma vantagem, no propósito de maximizar o espaço.

Quanto à entrada para este mundo futurista, é feita através de uma única e enorme porta que, uma vez transposta, começa por mostrar um atraente piso de madeira. Sob o qual está instalado um gerador de vibração, cuja missão é, nada mais, nada menos, que manter o interior permanentemente limpo. Como? Promovendo o afastamento da sujidade para as laterais, onde aspiradores automáticos são responsáveis por fazê-la desaparecer.

De resto, o habitáculo foi igualmente desenhado de forma a garantir o máximo de funcionalidade e flexibilidade, graças a bancos que, basicamente, podem circular pelo lounge. Sendo que, uma vez posicionados nos locais desejados, magnetos de alta intensidade garantem que estes permaneçam imóveis e seguros, nos locais pré-definidos.

A par destas funcionalidades, o concept estreia ainda toda uma tecnologia de realidade aumentada, a que junta a integração de smartphones, ecrãs TFT amovíveis (no futuro, serão em OLED) e todo um compêndio tecnológico que dificilmente se espera ver num automóvel. Como, por exemplo, uma série de sensores e câmaras destinadas a detectar com precisão o posicionamento e ângulo de visão do passageiro. Para quê? Para que o próprio carro saiba quais e onde mostrar os ecrãs com a informação solicitada por cada uma das pessoas a bordo.

No entanto e segundo também revela o jornalista da CNET, nem só de coisas boas se faz este concept. Já que, devido à permanente ligação do carro com o mundo exterior, tal poderá levar a que o sistema seja permeável não apenas ao fluxo de informação pretendido, mas também a anúncios e publicidade não desejada. Algo que os seus responsáveis garantem ser possível ultrapassar, uma vez que os ocupantes terão sempre o controlo sobre a informação a ser disponibilizada no interior.

Ainda assim e embora os carros totalmente autónomos possam estar ainda longe e o Long Distance Lounge pouco mais seja – pelo menos, para já – do que um concept futurista, a verdade é que a pesquisa e avanços conseguidos pela Audi neste domínio, fazem antever um futuro possível – aquele em que todos nós seremos, apenas e só, passageiros nos nossos próprios carros.

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