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Nações Unidas

Alto Comissário da ONU para os Refugiados exorta países a abrirem as portas

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados exortou os países a abrirem as portas aos migrantes, cujo dia mundial é assinalado esta terça-feira e elogiou a sua coragem e tenacidade.

MARTIAL TREZZINI/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, exortou esta terça-feira os países e as sociedades a abrirem as portas aos migrantes, cujo dia mundial é assinalado esta terça-feira, e elogiou a sua coragem e tenacidade.

No Dia Mundial dos Refugiados honramos a resiliência e a coragem de mais de 65 milhões de pessoas que foram obrigados a fugir da guerra, perseguição e violência”, escreveu o Alto Comissário numa nota difundida esta terça-feira.

Reconhecendo “aquelas comunidades e pessoas em todo o mundo que receberam refugiados e os desalojados, oferecendo-lhe um porto de abrigo, e acolhendo-os nas suas escolas, locais de trabalho e sociedades”, Filippo Grandi desafiou os países a abrirem as portas. “Vivemos num mundo em que a incerteza abunda, seja instabilidade económica, incerteza política e a violência perto e casa podem fazer-nos querer fechar os olhos ou fechar as nossas portas, mas o medo e a exclusão não vão levar-nos a um sítio melhor, só podem conduzir-nos a barreiras, alienação e desespero”, escreveu o responsável.

Salientando que “é tempo de mudar esta trajetória”, Grandi acrescentou que os trabalhadores do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados testemunham “todos os dias, muitas vezes nas linhas da frente dos conflitos, a coragem, a tenacidade e o brilhantismo dos refugiados”.

São pessoas que mesmo “tendo perdido as suas casas, os seus empregos e às vezes as suas famílias, nunca desistem e encontram sempre uma maneira de recomeçar”, disse Grandi, concluindo que é devida uma homenagem a estas pessoas.

“No Dia Mundial dos Refugiados, quando paramos para contemplar o destino de milhões de pessoas que não podem voltar para as suas casas por causa da guerra ou da perseguição, é também um momento para nos perguntarmos a nós próprios o que podemos fazer para suplantar a indiferença ou o medo e abraçar a ideia da inclusão, acolher refugiados nas nossas comunidades, e contrariar as narrativas que pretendem excluir ou marginalizar os refugiados ou outras pessoas deslocadas”, concluiu o Alto Comissário.

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