Venezuela

A fortaleza de luxo onde vivem os aliados de Nicolás Maduro

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O El Español falou com membros do partido de Maduro, que revelam detalhes do refúgio de luxo onde vivem figuras de topo do regime venezuelano. Segundo um colunista, há novas vivendas em construção.

Nicolás Maduro ao lado de o vice-Presidente, Tarek El Aissami, e o ministro da Educação, Elias Jaua, ambos habitantes do Fuerte Tiuna

FEDERICO PARRA/AFP/Getty Images

Longe das manifestações violentas, resguardados da escassez de bens e a salvo de qualquer tentativa de golpe de Estado, algumas das figuras mais importantes do regime liderado por Nicolás Maduro vivem no Fuerte Tiuna, um complexo militar que serve de sede para o Ministério da Defesa.

Segundo o El Español, que refere fontes dentro do PSUV, principal partido do regime, ali vivem personalidades como o vice-Presidente, Tarek El Aissami, acusado pelos EUA de ser um “proeminente traficante de droga”; o recém-nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza; o ministro da Educação Elías Jaua; a ministra dos Centros Penitenciários, Iris Varela; o ex-ministro das Comunas e atual vice-presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Aristóbulo Istúriz.

De acordo com o El Español, é “comum” os membros do Governo de Nicolás Maduro e os seus aliados que ali vivem deslocarem-se desde Fuerte Tiuna a um aeroporto privado. Dali, voam até à ilha de Curaçao, onde se abastecerão de bens em escassez na Venezuela.

A 24 de julho, o diretor e fundador do jornal online venezuelano RunRun, Nelson Bocaranda Sardi, dava conta da construção de novas habitações dentro daquele complexo. “A última razão de murmúrios cor de azeitona [referência aos militares do Fuerte Tiuna] são as casas que estão a construir de forma acelerada, graças às vigas e ao cimento da Missão Vivenda”, escreveu, referindo-se ao programa governamental fundado por Hugo Chávez para a construção de habitação social. Dentro das paredes do Fuerte Tiuna, descreve sarcasticamente o colunista, há “raparigas oficias militares” que se passeiam “com tantas cirurgias plásticas ou dentaduras renovadas quanto alguém pode imaginar”.

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