União Europeia

Tsipras considera um erro suspender as negociações de adesão da Turquia à União Europeia

138

O primeiro-ministro grego advertiu que a suspensão das negociações de adesão da Turquia à União Europeia seria um "erro estratégico". Tensão político-diplomática entre Ancara e Berlim prossegue.

Tsipras falou num debate televisivo no âmbito das legislativas de 24 de setembro

SOTIRIS BARBAROUSIS/EPA

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, advertiu este domingo que a suspensão das negociações de adesão da Turquia à União Europeia (UE) seria um “erro estratégico” por parte da União, quando prossegue a tensão político-diplomática entre Ancara e Berlim.

No decurso de um debate televisivo no âmbito das legislativas de 24 de setembro, a chanceler conservadora Angela Merkel e o líder social-democrata Martin Schulz defenderam a interrupção das negociações com a Turquia.

O fim dessas discussões seria um erro estratégico que apenas poderia trazer benefícios para [o Presidente turco Recep Tayyip] Erdogan”, reagiu hoje o primeiro-ministro da Grécia, ao sublinhar que o seu vizinho turco é uma importante potência regional.

No entanto, Alexis Tsipras apelou a Ancara para respeitar o direito internacional e terminar com as provocações.

As relações entre a Alemanha e a Turquia atravessam um período de crise, em particular após o fracassado golpe militar de julho de 2016 na Turquia, atribuído por Ancara ao predicador muçulmano Fethullah Gülen, que tem negado qualquer envolvimento.

A Alemanha denuncia as purgas desencadeadas pelo poder turco e a detenção de cidadãos alemães, alguns com dupla nacionalidade germano-turca, por “motivos políticos”, incluindo Deniz Yücel, correspondente do jornal Die Welt na Turquia.

Ancara acusa Berlim de laxismo face à rede de Fethullah Gülen e à guerrilha curda do PKK, dois alvos prioritários do Governo islamita-conservador, no poder desde 2002.

A proposta de Merkel de interromper as negociações de adesão com a Turquia foi recebida por um “não” suave pela maioria dos 27 parceiros da UE.

Estas discussões, desencadeadas em 2005, estão atualmente bloqueadas. No entanto, a maioria dos países europeus não arrisca de momento propor uma suspensão formal, por recear a rutura definitiva de uma parceria decisiva sobre a questão migratória e no combate às formações ‘jihadistas’ radicais.

PCR // VAM

Lusa/Fim

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site