Sonangol

Empresa da Sonangol pede desfecho rápido de conflito laboral com 400 trabalhadores

A Sonils, da Sonangol, manifestou disponibilidade para colaborar "no desfecho rápido e positivo" dos problemas na base de uma greve realizada por cerca de 400 trabalhadores.

Os trabalhadores da base logística de Luanda da Sonils esperam que até ao dia 23 deste mês por uma resposta às suas reivindicações

JOAO RELVAS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Sonils, empresa de serviços integrados de logística da Sonangol, petrolífera estatal angolana, manifestou esta quarta-feira disponibilidade para colaborar “no desfecho rápido e positivo” dos problemas na base de uma greve realizada por cerca de 400 trabalhadores.

Em comunicado, sobre a greve dos trabalhadores subcontratados ao serviço da Sonils, a empresa esclarece que os trabalhadores que paralisaram esta semana pertencem a duas empresas de prestação de serviço temporário, pelo que não são quadros da companhia.

O documento sublinha que os trabalhadores efetivos da Sonils não fizeram parte desta paralisação, suspensa no mesmo dia em que teve lugar, segunda-feira, e que “continuam a trabalhar na normalidade”.

Na segunda-feira, os mais de 400 trabalhadores da Angola Offshore e Sirvimar paralisaram os trabalhos, protestando junto das instalações da Sonils por um “ajuste salarial e efetivo enquadramento” na empresa.

Os trabalhadores da base logística de Luanda da Sonils esperam que até ao dia 23 deste mês por uma resposta às suas reivindicações, segundo uma fonte sindical.

Na nota, a Sonils refere que comunicou às empresas de trabalho temporário que, no processo de negociação, “encontraram um entrave com o organismo sindical que representa os seus trabalhadores”, o Sindicato dos Trabalhadores Organizados do setor Petrolífero e Afins (STOSPA).

De acordo com a Sonils, foi este entrave – que a empresa não citou -, que originou a paralisação dos trabalhos às 08h00 de segunda-feira, “tendo as partes chegado a consenso e suspendido a paralisação às 15h00 do mesmo dia”.

Neste momento, as atividades decorrem na normalidade, tendo a Sonils recebido a ata da reunião realizada a 16 de outubro e que dá conta do entendimento entre as partes, havendo um ponto em negociação, estando os envolvidos a trabalhar para que a situação verificada no passado dia 16 não se volte a repetir”, lê-se no comunicado.

Em declarações à agência Lusa, na segunda-feira, o secretário-geral do STOSPA, Victor Aguiar, afirmou que a greve está apenas suspensa, por ainda existirem vários pontos pendentes, dando por isso o benefício de dúvida ao empregador, empresas que fornecem mão-de-obra à Sonils.

O que se conseguiu ontem [16 de outubro], e que as empresas garantiram que vão consolidar a partir deste mês, e nós estamos a dar o benefício da dúvida, é a realização dos reajustes dos salários, situação que esperamos que se confirme, porque já houve acordos que as empresas não cumpriram”, explicou.

Segundo o sindicalista, “a Angola Offshore não tem postos de trabalho, a Sirvimar não tem postos de trabalho, eles são fornecedores de mão-de-obra, portanto, quem deve estar preocupado com esta situação tinha que ser a própria Sonils, que ontem (segunda-feira) arranjou artimanhas e não esteve presente na reunião”.

Acrescentou que a greve está suspensa até o dia 23 deste mês, por causa do “enquadramento do pessoal”, até porque “quem faz as avaliações, quem conhece as posições onde os trabalhadores funcionam são os donos dos postos”.

Portanto, referiu, “a situação daqueles trabalhadores ainda não está resolvida totalmente”.

No decorrer dos anos houve promoção, mas o salário continua a ser processado na posição anterior que é absurdo, por ser este o ponto mais candente das reivindicações e que são legítimas”, apontou.

A Base de Logística de Serviços Integrados da Sonangol (Sonils) atua no carregamento e descarga de navios, aluguer de equipamentos e de infraestruturas de apoio, entre os quais escritórios, armazéns e áreas de armazenamento a céu aberto.

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