Desemprego

Taxa de desemprego cai para 8,5% no terceiro trimestre

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No final de setembro havia menos 17,4 mil desempregados. A taxa de desemprego caiu de 8,8% para 8,5% e já está abaixo do que é previsto pelo Governo para o próximo ano.

PAULO NOVAIS/LUSA

A taxa de desemprego caiu de 8,8% para 8,5% no terceiro trimestre do ano, com menos 17,4 mil desempregados do que há no final da primeira metade do ano, anunciou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). O desemprego de longa duração também diminuiu, mas nem tudo é bom: o desemprego entre os jovem está a aumentar.

No final de setembro havia 444 mil pessoas que eram consideradas desempregadas de acordo com as estatísticas do INE, menos 17,4 mil do que três meses antes e menos 105,5 mil quando se compara com setembro de 2016.

Para esta melhoria muito contribuiu o aumento do emprego que se verificou neste período, com mais 42,6 mil pessoas a entrar no mercado de trabalho entre julho e setembro, mais 141,5 mil que há um ano. O emprego está a crescer em termos homólogos (de ano para ano) desde o final de 2013.

Também o desemprego de longa duração – entre as pessoas que procuram emprego há mais de um ano – caiu 1,9 pontos percentuais face a julho, e 5,8 pontos percentuais em comparação com o que acontecia há um ano.

No entanto, as boas notícias não se estendem a todos. A taxa de desemprego dos jovens entre os 15 e os 24 anos aumentou 1,5 pontos percentuais nos últimos três meses, estando 1,9 pontos percentuais acima do registado há um ano. Ou seja, nesta altura, quase um quarto dos jovens nesta faixa etária está no desemprego.

Olhando para um grupo um pouco mais alargado, entre os 15 e os 34 anos, as notícias não são melhores. 11,8% destes jovens não estavam empregados, nem em educação ou formação, um aumento de 1 ponto percentual face ao trimestre passado. Ainda assim, há um ano havia mais jovens nesta situação do que há hoje.

Desemprego ‘real’ cai mas ainda afeta 870 mil pessoas

É a segunda vez que o INE publica uma taxa de subutilização do trabalho (a primeira foi em agosto). A evolução dos números mostram uma melhoria, mas esta taxa que conta com não apenas com os desempregados que entram nas listas, mas também os inativos e o subemprego de trabalhadores a tempo parcial continua a ser de quase o dobro da taxa ‘oficial’.

Segundo o INE, no final do terceiro trimestre havia menos 33,4 mil pessoas neste grupo, muito por culpa da redução da população desempregada ‘oficial’ e da redução do emprego a tempo parcial. Ainda assim, o INE considerava ainda 869,9 mil pessoas numa situação de desemprego ou emprego a tempo parcial, quase o dobro dos 444 mil que contam para a taxa de desemprego utilizada como oficial.

No entanto, o número de inativos disponíveis mas que não procuram emprego – pessoas que, estando disponíveis para trabalhar, não tinham procurado emprego ativamente no período especifico – aumentou de 204,6 mil para 226,8 mil nos últimos três meses, ou seja mais 22,2 mil pessoas nesta situação.

Quem são estas pessoas de fora da taxa de desemprego?

O INE incluiu três novos grupos de trabalhadores que não contam para a taxa de desemprego neste novo indicador. Os inativos à procura de trabalho mas não disponíveis, os inativos disponíveis mas que não procuram trabalho e o subemprego de trabalhadores a tempo parcial. O que quer dizer cada um destes?

Inativos à procura de trabalho mas não disponíveis: pessoas que tenham procurado ativamente trabalho ao longo de um período específico (no período de referência ou nas três semanas anteriores), mas não que não estavam disponíveis porque não tinham desejo de trabalhar, vontade de ter um trabalho remunerado ou uma atividade por conta própria, no caso de se poder obter os recursos necessários e a possibilidade de começar a trabalhar num período específico.

Estes incluem ainda, explica o INE, pessoas que estavam à espera do resultado de entrevistas, as que iam começar a trabalhar nos três meses seguintes ou mais, e por isso não procuravam emprego.

Inativos disponíveis mas que não procuram emprego: pessoas que, estando disponíveis para trabalhar, não tinham procurado emprego ativamente no período especifico. A procura ativa de emprego, como definida pelo INE, implica o contacto com centros de emprego público ou agências privadas de colocações, o contacto com empregadores, contactos pessoais ou com associações sindicais, colocação, resposta ou análise de anúncios, procura de terrenos, imóveis ou equipamentos, realização de provas ou entrevistas para seleção e/ou solicitação de licenças ou recursos financeiros para a criação de empresa própria.

Subemprego de trabalhadores a tempo parcial: este é o conjunto de trabalhadores a tempo parcial que dizem que querem trabalhar mais horas do que as que habitualmente trabalham e que estão disponíveis para começar a trabalhar essas horas, mas não encontram.

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