Música

No relógio de Adolfo Luxúria Canibal são horas de matar

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O vídeo mais controverso do momento é o mais recente 'single' da banda portuguesa Mão Morta. Ali matam-se políticos, padres, juízes e banqueiros.

Novo álbum da banda de Braga sai no dia 26

JOANA SARAMAGO/LUSA

Pelo relógio de Adolfo Luxúria Canibal são horas de matar. De matar padres, banqueiros – nomeadamente do BPN -, políticos e representantes da Assembleia da República, do Palácio de Belém e da Justiça. O mais recente álbum dos Mão Morta (‘Pelo meu relógio são horas de matar’) assinala os 30 anos de carreira e chega às lojas na segunda-feira. Mas o primeiro single já está a dar que falar.

No videoclip, a acompanhar uma letra violenta sobre a situação do país, podem ver-se imagens do próprio vocalista de arma em riste a fazer mira sobre figuras do panorama político-económico português dos últimos anos, como Passos Coelho, Cavaco Silva, Paulo Portas, António Gueterres ou Mário Soares – de todas as cores políticas. Em alguns casos, dispara mesmo, deixando padres e homens de negócios a ‘esvair-se’ em sangue.

“Ultrapassado o limite do ultraje, toda a violência é legitima autodefesa”, canta o polémico músico de Braga, que diz que no seu relógio já “são horas de matar”. A ideia, diz na canção, é “exprimir o mal-estar” que reina na sociedade.

O teaser promocional do álbum já tinha prometido polémica, com Adolfo a explicar que o disco conta “a história de um indivíduo de classe média que vive solitário, na sua vida burguesa e confortável. Com o eclodir da crise esse indivíduo vê o conforto da sua vida ser posto em causa. Incomoda-o. (…) Começa a sentir-se ser social e a partilhar o seu mal estar com os outros e a partilhar do mal estar dos outros”. E continua dizendo que “esse indivíduo passa a sentir a necessidade de intervir de forma eficaz: matar, a única resposta poética à crise”.

À revista Blitz, Adolfo Luxúria Canibal caracterizou a música do novo álbum como “pesada” e confirmou que a intenção era mesmo fazer um “álbum militante”. “Os tempos são de intervenção e é um dever e uma necessidade de cada um de nós dizer ‘basta, chega, estamos fartos’”, disse.

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