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Dois computadores, três impressoras, uma prensa, uma guilhotina e uma máquina de estampar a quente. Para completar, cerca de quatro mil selos holográficos de alta resolução com a imagem de 100 euros. Foi este o cenário que aos inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária encontraram no nordeste transmontano. O suficiente para fabricar notas falsas perfeitas e capazes de “induzir em erro qualquer cidadão”.

A investigação começou em Março e, de acordo com o inspetor chefe Manuel dos Santos, aconteceu num “meio pequeno”. Por isso a PJ recusa revelar a localidade do “nordeste transmontano” e a profissão dos cinco homens apanhados em pleno fabrico. “Fábrica porque tinham um processo de produção do princípio ao fim”, explica.

Segundo a Judiciária, foram detidos no último sábado dois homens e constituídos arguidos outros três. Os cinco compunham a alegada “rede de contrafação de notas de 100 euros”.

“As amostras apreendidas são de boa qualidade e suscetíveis de induzir em erro qualquer cidadão”, diz a PJ, que está ainda a investigar se chegaram a ser produzidas notas e colocadas no mercado. “Interviemos o mais rápido possível para impedir que as notas circulassem”, disse Manuel dos Santos.

Os dois detidos foram apresentados em tribunal para primeiro interrogatório. Um deles ficou em prisão preventiva a aguardar o desenrolar do processo.

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