Há mais uma razão para vencer o campeonato do mundo: segundo o Boston Globe, será Gisele Bündchen a entregar a taça aos vencedores, na cerimónia oficial de encerramento. A modelo brasileira vai ocupar o lugar que, por norma, deveria pertencer ao presidente do país que recebe a competição. Mas, por estes dias, a popularidade de Dilma Rousseff, a primeira mulher chefe de Estado do Brasil, não abona muito em seu favor.

O jornal norte-americano avança, sem mencionar fontes, que a modelo terá aceite o convite feito pela FIFA e que o respetivo marido, Tom Brady, vai juntar-se a Gisele em terras brasileiras. A Exame explica que a modelo hesitou na resposta final, quando foi escolhida para o papel em causa, por não querer associar a sua imagem (milionária) ao momento político que se vive no Brasil, marcado por manifestações e violência.

Dilma foi duramente criticada e vaiada, na quinta-feira, pelos adeptos que assistiram ao primeiro jogo da Copa do Mundo, entre Brasil e Croácia, lembra a BBC. Em resposta, a Presidente disse que os insultos ouvidos não eram nada quando comparados com o período de três anos em que esteve presa.

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Na origem da polémica estão os gastos avultados do país, ao receber a competição, enquanto milhões de brasileiros vivem na pobreza. No ano passado, milhares de pessoas invadiram as ruas, um pouco por todo o território brasileiro, em protesto contra a despesa excessiva e a corrupção face aos preparativos da Copa e das Olimpíadas, a acontecerem no Rio de Janeiro em 2016.

Segundo a Exame, esta é a primeira vez que um presidente do país-sede do mundial não vai entregar a taça ao capitão da seleção vencedora.