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Dois médicos, um delegado de propaganda médica e uma farmacêutica foram detidos por suspeita de associação criminosa, falsificação de receitas, corrupção e uma burla ao estado que, para já, ronda o meio milhão de euros. Três dos suspeitos foram detidos em Vila Real, enquanto a proprietária da farmácia foi apanhada pela PJ em Lisboa. Os quatro estão esta tarde de quinta-feira a ser ouvidos por um juiz de instrução criminal.

O método utilizado por estes profissionais é o mesmo usado no âmbito de outros processos, como o “Remédio Santo” e que lesaram o estado em milhões de euros. Segundo a PJ, eram passadas receitas de medicamentos que não eram vendidos para, depois, receberem as comparticipações do estado. “Do que conseguimos apurar, a burla já ronda 500 mil euros”, disse a mesma fonte.

Os dois médicos de clínica geral e o delegado de propaganda médica foram detidos por elementos da Unidade Nacional de Combate à Corrupção a PJ em Vila Real. Já a proprietária da farmácia foi detida no mesmo dia, na última terça-feira, em Lisboa. Como a investigação está a ser coordenada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal, do Ministério Público, os quatro suspeitos estão a ser ouvidos em Lisboa.

Na operação, os investigadores apreenderam material informático e algumas receitas falsificadas. A investigação, que contou com a colaboração do Ministério da Saúde, prossegue e a PJ acredita que são ainda descobertos outros valores.

 

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