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Luís Marques Mendes

Marques Mendes: “Não revelo um terço da informação que tenho”

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Marques Mendes marca a agenda política com os comentários aos sábados na SIC, dá notícias e provoca até reação imediata de Passos. Mas o social-democrata garante que ainda podia ir mais longe.

Mendes foi líder do PSD e é comentador da SIC

José Carmo / Global Imagens

Autor
  • Helena Pereira

Luís Marques Mendes, ex-líder do PSD e comentador político na SIC, que muitas vezes faz tremer o Governo com as notícias que dá sobre o que se passa nos seus bastidores, afirma que não conta, ainda assim, tudo o que sabe. “Não revelo um terço da informação de que disponho”, afirma, em declarações esta quinta-feira ao Diário Económico, que faz um trabalho sobre o modo como o social-democrata se prepara semanalmente.

“Tenho três vértices: comentário, informação e estudos detalhados de temas”, explica Mendes, acrescentando que, como “já havia muitos comentadores e comentários num registo sempre igual, quis trazer um modelo novo, uma mais-valia”.

O comentador sublinha que é “muitas vezes duro com o Executivo” e que as pessoas que o abordam na rua consideram-no um comentador “isento e independente”.

“Começo a preparar o comentário no início da semana, todos os dias vejo temas essenciais e vou anotando. Começo a pedir pesquisas sobre algumas matérias a pessoas que me ajudam. (…) Chego a ter na sexta-feira o dobro dos temas que cabem em 20 minutos, acabo por privilegiar a economia e a política nacional”, explica.

A audiência do comentário de Mendes tem vindo a crescer, mas ainda não atingiu a de Marcelo Rebelo de Sousa, o recordista. “Merece mais audiência”, diz o professor de Direito também ao Diário Económico, considerando que Marques Mendes “é mais interventor” e “tem proximidade” com o PSD.

No último sábado, o comentador da SIC anunciou que o Governo estava a ponderar aumentar o IVA no Orçamento Retificativo, que é aprovado em Conselho de Ministros esta quinta-feira, e 12 horas depois já Pedro Passos Coelho reagia a esta informação para dizer que não haveria novas medidas de natureza fiscal.

Duas semanas antes, Mendes tinha antecipado a solução do Banco de Portugal sobre o BES, dividindo-o em ‘banco bom’ e ‘banco mau’.

 

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