Os jihadistas do Estado Islâmico (EI) encerraram várias mesquitas na cidade de Mossul, no norte do Iraque, e detiveram 40 religiosos sunitas por não seguirem as suas interpretações radicais e não jurarem fidelidade ao califa Abu Bakr al Bagdadi. De acordo com a agência Efe, que falou com o xeque local Mohamed Hashim, a recusa dos religiosos em cumprir as ordens dos extremistas é o motivo da perseguição.

Os 40 religiosos foram presos e levados para um local desconhecido, mas há casos ainda de prisões domiciliárias, o que terá mesmo provocado a interrupção de diversas cerimónias. Hashim recordou que um grande número de religiosos sunitas fugiram de Mossul devido ao extremismo do EI, desde que este passou a ter controlo total sobre a cidade, a 10 de junho.

O analista político Ahmed Ibrahim al Ali explicou também à Efe que depois do colapso do sistema de segurança e administrativo de Mosul, muitos civis se tinham refugiado nas mesquitas, acreditando que estando perto destes religiosos se manteriam a salvo.

Depois de ocupar várias zonas do norte do Iraque, os jihadistas impuseram uma interpretação radical da lei islâmica e proclamaram a destruição dos locais sagrados dos xiitas e, mais recentemente, começaram também a encerrar mesquitas sunitas.

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O EI proclamou ainda um “califado” nos territórios sob o seu controlo no norte da Síria e do Iraque e tenta prosseguir com os seus avanços para Erbil, capital da região autónoma do Curdistão, debaixo dos bombardeamentos dos aviões norte-americanos e iraquianos.