Christos Staïkouras sublinhou que a economia do país deverá recuperar este ano, crescendo 0,6%, depois de seis anos de recessão que levou a uma perda de um quarto da riqueza que produzia, ou seja, do Produto Interno Bruto.

A proposta do Orçamento foi aprovada pela ‘troika’ de credores da Grécia (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu), cujos representantes iniciaram na semana passada uma auditoria regular às contas do país.

O documento prevê também que a economia grega consiga um excedente primário (que exclui a dívida) de 2,9% do PIB no próximo ano.

Os representantes da ‘troika’ estão em Atenas para avaliar as contas e decidir sobre a última tranche do empréstimo europeu àquele país, que deverá ser concedido até ao fim do ano, embora a ajuda do FMI deva continuar até à primavera de 2016.

Esta ronda de negociações foi antecedida de uma série de reuniões preparatórias, que decorreram no início de setembro em Paris, mas o essencial concentra-se em duas fases de avaliação que decorrem em Atenas.

Na primeira fase, a ‘troika’ vai concentrar-se no orçamento de 2015. A Grécia deverá apresentar um anteprojeto de orçamento no parlamento na próxima segunda-feira.

As duas partes estão em divergência quanto à dimensão do buraco orçamental e o Governo de Atenas pretende convencer os credores de que a ligeira baixa de impostos que pretende fazer não desequilibra as contas.

Deverá também ser analisado um projeto do Governo para resolver o problema do crédito malparado, que asfixia os bancos.