O comissário europeu com do Desporto, o húngaro Tibor Navracsics, pediu hoje à FIFA mais transparência no inquérito a alegados subornos e corrupção na atribuição dos Mundiais de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar).

Na quinta-feira, a FIFA arquivou a investigação aos processos de atribuição da organização dos dois Mundiais, justificando esta opção por não terem sido encontradas provas de irregularidades.

Segundo a FIFA, o relatório exaustivo elaborado pelo seu Comité de Ética não indiciou “nenhuma violação ou incumprimento de regras”.

“Eu não questiono a autonomia das organizações desportivas, mas acho que é altura de a FIFA colocar as cartas em cima da mesa para acabar com as dúvidas sobre as conclusões do relatório”, disse o comissário europeu ao Financial Times.

Segundo o mesmo responsável, “a integridade do futebol tem sido prejudicada durante vários anos por alegações de corrupção”.

O investigador encarregado pela FIFA de liderar a investigação, o norte-americano Michael Garcia, considerou que a decisão de encerrar as investigações assentou em “interpretações erradas” das suas conclusões, pelo que iria recorrer desta decisão de arquivamento.