O ex-procurador-geral da República Pinto Monteiro considerou esta sexta-feira que as informações sobre a detenção de José Sócrates só eram conhecidas por “quem conhece a investigação” e que devem ser apuradas “as claras e demonstradas” violações do segredo de justiça.

Numa declaração enviada à agência Lusa, Pinto Monteiro entende que houve “claras e demonstradas violações do segredo de justiça e fugas de informação” e o que foi noticiado sobre o inquérito crime do ex-primeiro-ministro “só poderia ser sabido por aqueles que conhecem o segredo da investigação”.

“Deve ser instaurado um completo inquérito para tentar apurar as claras e demonstradas violações do segredo de justiça e fugas de informação, já que foi noticiado aquilo que só poderia ser sabido por aqueles que conhecem o segredo da investigação”, refere Pinto Monteiro, defendendo que as “conclusões e os próprios passos da investigação deverão ser divulgados para evitar especulações que atingem a honra e a dignidade das pessoas e das instituições”.

O ex-primeiro-ministro está detido, em prisão preventiva, no Estabelecimento Prisional de Évora, indiciado de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção.