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Educação

Hoje é dia de PACC, se os professores quiserem e a greve deixar

Quase três mil professores contratados devem fazer a prova de avaliação docente, um exame que motivou a convocação de concentrações de professores e de uma greve.

Protestos na Escola Secundária Alves Martins, em Viseu

NUNO ANDRE FERREIRA/LUSA

Quase três mil professores contratados devem fazer esta sexta-feira a prova de avaliação docente, um exame que motivou a convocação de concentrações de professores e de uma greve, para a qual os sindicatos esperam uma adesão “muito significativa”.

“Eu penso que a adesão à greve vai ser muito significativa, mas agora, como se sabe, as coisas são muito diferentes. Há escolas onde estão convocados oito professores, há escolas onde estão convocados 100, há escolas onde estão convocados os professores todos”, disse Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), uma das sete organizações sindicais que convocou a greve de hoje.

O objetivo da greve, convocada a todo o serviço da Prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos (PACC), é o de que os professores convocados para vigiarem os 2.861 colegas inscritos no exame adiram ao protesto, inviabilizando a realização da prova.

“De facto, há uma indignação enorme dos professores em relação a esta atitude e procedimento do ministério na organização desta prova”, declarou Mário Nogueira, que acrescentou que “gostaria muito” que o ministério tutelado por Nuno Crato tivesse sido “tão competente” a preparar o arranque do ano letivo como foi a preparar a prova.

A plataforma que contesta a PACC, através da greve, é constituída pela Fenprof, pela Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), pelo Sindicatos dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades (SEPLEU)e mais quatro sindicatos: SINAPE, SIPE, SIPPEB e SPLIU.

No pré-aviso de greve entregue, as organizações sindicais classificaram a prova como “uma praxe injustificável a que o MEC continua a querer submeter os docentes e a profissão”.

Também o Movimento Boicote&Cerco, que esteve na origem de protestos que inviabilizaram a realização da PACC em algumas escolas na primeira edição da prova, está a preparar concentrações de professores à porta das escolas. “Estamos a mobilizar muitos colegas e a apelar a que se concentrem à porta das escolas onde vai decorrer a PACC, possivelmente numa escola por cidade ou região”, disse à Lusa André Pestana, do movimento Boicote&Cerco.

As concentrações estão marcadas para as 13h30, uma hora antes daquela em que os professores inscritos têm de se apresentar nas escolas para realizar a prova, agendada para as 15h00 de hoje, em cerca de 80 escolas de todo o país. O objetivo das concentrações, referiu André Pestana, “é permitir uma troca de ideias entre os professores”.

O presidente da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC), César Paulo, disse à Lusa que espera uma forte adesão: “Os professores têm de perceber que a luta não está ganha”. A associação acredita que este é um momento para o MEC reconsiderar e retirar a exigência da prova aos professores contratados do Estatuto da Carreira Docente. E acredita também que se não o fizer, a PACC “acabará por morrer”, uma vez que, depois de 13 mil inscritos na primeira edição, este ano há menos de três mil inscritos.

A prova destina-se a professores contratados com menos de cinco anos de serviço e é condição necessária para se poderem candidatar a um lugar nas escolas.

 

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