Os Guardians of Peace, o grupo de hackers que atacou o sistema informático da Sony Pictures, fez uma nova ameaça. Desta vez, o alvo do grupo que roubou informação confidencial para tentar impedir a estreia do filme “The Interview” pode ser um órgão de comunicação social, segundo o The Intercept. O jornalista Mathew Keys, da The Desk, avança que é a CNN.

O The Intercept teve acesso a um documento do FBI que afirma que o grupo está a planear um ataque a um órgão de comunicação social, que aparece com o nome de código USPER2. Mas, segundo as mensagens que Mathew Keys encontrou na aplicação web PasteBin, tudo aponta para que seja a CNN. Os posts são anónimos, mas o Business Insider adianta que são “incrivelmente semelhante” às que o grupo tinha enviado para o FBI

No boletim emitido pela agência federal norte-americana FBI, pode ler-se que “as ameaças se estenderam ao USPER2 – um órgão de comunicação social noticioso – e podem alcançar outras organizações do género no futuro”. Este tipo de documentos costuma ser publicado para que a agência possa avisar as empresas de possíveis ameaças ou riscos.

A última vez que surgiram notícias sobre os Guardians of Peace foi a 20 de dezembro, quando o grupo escreveu uma mensagem na aplicação web PasteBin, em que chamava “idiota” à agência norte-americana, num vídeo que está disponível no Youtube.

Nas mensagens que foram escritas no PasteBin, o autor – que o jornalista presume que seja o grupo de hackers – felicita a CNN pelo sucesso que foi a investigação ao caso da Sony e do filme roubado. A quem também oferece uma prenda: o vídeo do Youtube.

Em Post Scriptum (P.S.), o Guardians of Peace deixa uma nota: “Entreguem-nos o Wolf”. Mathew Keys assume que o P.S. é uma referência ao jornalista e apresentador da CNN Wolf Blitzer.