Do novo que não chega a velho: a reciclagem está a invadir aos poucos a passadeira vermelha. Na 72º edição dos Globos de Ouro, que teve lugar no último domingo na Califórnia, houve quem desfilasse com roupas e acessórios repetidos, isto é, que foram usados em diferentes ocasiões. É o caso de George Clooney e de Naomi Watts: enquanto ele voltou a dar uso ao smoking da casa Giorgio Armani com que subiu ao altar a 27 de setembro, a atriz britânica repetiu o colar de diamantes de 76 quilates da Bulgari, na forma de uma serpente.

O site Style dá ainda o exemplo de Jenni Konner, a produtora da série televisiva “Girls” que optou por vestir um jumpsuit vermelho da Valentino na cerimónia de prémios dedicada ao pequeno e grande ecrã. “Eu usei o mesmo jumpsuit nos Globos de Ouro no ano passado”, chegou a confessar. “Estou a tentar criar um movimento ao qual estou a chamar de ‘recyclist’ [associado ao termo ‘reciclagem’], e quero que as pessoas na passadeira vermelha usem as roupas mais do que uma vez. É uma ideia maluca, termos de usar algo novo em cada evento… A [atriz] Ava Gardner costumava comprar um vestido e usá-lo de dez formas diferentes”.

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Ao que parece, George Clooney não está em completo desacordo com a produtora. O ator de 53 anos confessou, na sala de imprensa dos Globos de Ouro, que a decisão sobre o que levar a eventos semelhantes é muito mais fácil quando se é homem. “A Amal ainda estava a ver vestidos ontem à noite [sábado], a tentar decidir-se sobre o que levar e eu estava a ver um jogo de futebol. (…) Não é justo para as mulheres”, disse Clooney, citado pelo Daily Mail.

A esta história junta-se a também atriz Keira Knightley: numa cerimónia que antecedeu os Bafta de 2008, a estrela de “O Jogo da Imitação” usou um vestido da marca Chanel, o qual foi posteriormente adaptado para ser a sua indumentária no dia do casamento; mais tarde, Knightley foi vista a usar a mesma peça em mais do que uma ocasião. O conceito estende-se ainda a figuras políticas, com Michelle Obama e Kate Middleton a dar expressão ao hábito/”movimento”. Diz o Style que a reciclagem na moda pode estar associada a preocupações ambientais (sustentabilidade) e económicas ou, então, ao facto de as celebridades, como qualquer outro ser humano, apegarem-se ao seu guarda-roupa.