O Tribunal de Braga começa hoje a julgar os 13 arguidos num processo de furtos de cabos de rede da Portugal Telecom (PT), registados em cinco concelhos do norte, entre maio de 2013 e junho de 2014. Segundo a acusação, deduzida pelo Ministério Público, os furtos ocorreram nos concelhos de Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Fafe, Cabeceiras de Basto e Montalegre.

Os factos reportam-se essencialmente ao furto de cabos da rede de telecomunicações da PT, suspensos entre postes em locais ermos. Os furtos causaram milhares de euros de prejuízo à PT, assistente no processo, e deixaram uma série de aglomerados populacionais sem telecomunicações durante vários dias.

Entre os factos, contam-se também assaltos a uma residência e a um estabelecimento de sucata. Cinco arguidos estão em prisão preventiva e um outro em prisão domiciliária, com vigilância eletrónica. Os dois principais arguidos respondem por 23 crimes de furto qualificado. Dos 13 arguidos, 12 estão acusados de furto qualificado, embora com diferente número de crimes. Há ainda três arguidos acusados de detenção de arma proibida e cinco de recetação.

O grupo foi desmantelado em junho de 2014, numa operação liderada pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Póvoa de Lanhoso e que se traduziu nove buscas domiciliárias e uma em sucateira. Na operação, foram apreendidos 6.350 quilos de fio de cobre e mais de 103 mil euros.

A GNR apreendeu também 11 automóveis, seis motociclos, quatro armas de fogo e uma catana, três televisores, 12 telemóveis, dois computadores, uma motosserra e quatro rebarbadoras para corte de metais. Entre o material apreendido contam-se ainda 45 discos para rebarbadora, uma máquina de polir, uma máquina para corte de metais, um frigorífico, um esquentador e dois compressores.