Durante 40 anos, Tess Christian não sorriu. Nem uma única vez. O problema não é falta de sentido de humor, mas uma promessa que fez a si própria quando tinha 10 anos. Na altura, jurou que nunca mais iria sorrir para manter as rugas afastadas. E assim foi.

Aos 50 anos, Tess acredita que quatro décadas de dedicação compensaram. “Não tenho rugas porque controlo os meus músculos faciais”, disse em entrevista ao Daily Mail. “Toda a gente me pergunta se pus Botox, mas não pus”, confessou orgulhosa. “Sei que é porque não me rio desde que era adolescente. A minha dedicação compensou — não tenho uma única ruga na cara”.

Admite que é vaidosa e que o esforço que faz tem apenas como objetivo manter-se jovem. “A minha estratégia é mais natural do que Botox e mais eficaz do que qualquer creme caro”, afirmou ao jornal britânico. Mas manter os músculos faciais quietos e evitar o riso nem sempre é tarefa fácil. Teve de aprender a controlá-los e a “mantê-los rígidos”. “Os cantos da minha boca podem subir ligeiramente, mas nunca pareço mais do que ligeiramente alegre”, explicou.

Tudo começou quando tinha dez anos, como reação à escola católica que frequentava na altura. “As freiras não gostavam que as crianças sorrissem. Sempre me disseram para tirar o sorriso da cara”, disse. Ao chegar à idade adulta, apercebeu-se que uma expressão mais sombria até lhe ficava bem. “Se sorrisse, tinha desenvolvido umas grandes bochechas à hamster”, que acredita que não lhe ficariam bem. A sua principal inspiração são as antigas vedetas de Hollywood, como Marlene Dietrich. “Ela nunca sorria”, disse ao Daily Mail. “Adoro a maneira como ela era glamorosa”.

A falta de sorrisos na vida de Tess nunca foi um problema. Conheceu o ex-marido, Nigel, num bar em 1990. “O Nigel nunca se incomodou com o facto de não sorrir, porque o mantive entretido. Sou uma boa companhia”, admitiu. Quando a filha Stevie nasceu, admite que também “não sentiu a necessidade de sorrir” apesar da felicidade que sentia. Até porque, ao fim de algum tempo, não sorrir torna-se numa espécie de “segunda natureza”.

Para os amigos, também nunca houve problema. “Eles sabem que sou uma pessoa divertida, por isso nunca houve problemas”, contou ao Daily Mail. Até lhe puseram uma alcunha. “Os meus amigos puseram-me a alcunha de Mona Lisa por causa do quadro do da Vinci”, contou. “Dizem que a Mona Lisa estava divertida como eu, mas que não o mostrava”. Diz que não é infeliz, mas que adora viver. Simplesmente não sente a necessidade de o mostrar com um sorriso rasgado.

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