Café Santiago — Primeira indicação importante: convém não ir ao engano: o Café Santiago F, do filho da proprietária deste, fica uns metros antes (para quem sobe) também na rua Passos Manuel. É muitíssimo provável que encontre uma fila à porta, caso seja hora de ponta de refeições. Mas não só vale a pena esperar como vale ainda mais a pena arriscar caso lhe digam que só há lugar ao balcão. A vista privilegiada para a linha de montagem das francesinhas acrescenta valor à experiência. O segredo da receita está por revelar mas, segundo consta, pode residir no facto de o molho ser feito há muitos anos na mesma panela.
Rua Passos Manuel, 266, Porto. 22 205 5797. De segunda a sábado das 08h00 às 23h00

francesinha santiago

Para ter direito às (boas) batatas fritas caseiras deve pedir a francesinha especial.

Café Cervejaria Diú — Podia constar no dicionário ao lado da definição de ‘cervejaria’. Trata-se de um clássico do Porto tanto frequentado por estudantes da vizinha Faculdade de Farmácia como por reformados que põem a conversa em dia ou adeptos de futebol – é um ótimo sítio para ver a bola. O pirata à porta impõe respeito, quase tanto como a francesinha da casa. Há vários tamanhos disponíveis, incluindo uma versão XXL, mas não deve ir por aí. Peça a de tamanho normal, sem camarões nem outras invenções. O bife é tenro e o bacon oferece requinte e (ainda mais) colesterol à criação. Atenção: o molho costuma vir bem picante.
Rua da Boavista, 665, Porto. 22 201 1680. De segunda a sábado, das 12h00 às 02h00

Bufete Fase — A foto de perfil do Facebook desta casa não deixa margem para dúvidas: vá apetrechado de dinheiro vivo, que ali não há multibanco. E vá cedo, o mais cedo que conseguir. No Bufete Fase não se fazem reservas e até há pouco mais de um ano só havia cinco mesas. Ou seja, conseguir comer uma francesinha por aquelas bandas era tarefa mais difícil que encontrar um unicórnio no Parque da Cidade. Entretanto, abriram uma nova sala com mais sete mesas mas convém não relaxar. Curiosidade: o homem responsável pela dita, José Pinto, não gosta de francesinhas por causa do queijo derretido. Mas já serviu gente famosa. Ora veja.
Rua Santa Catarina, 1147, Porto. 22 205 2118. De segunda a sábado das 12h às 16h e das 18h às 21h30

bufefase

Adam Liaw, vencedor da segunda época do MasterChef Australia, atemoriza-se perante a francesinha do Bufete Fase.

Cervejaria Brasão — Foi um dos restaurantes mais apetecíveis a abrir no Porto nos últimos meses, cortesia de Sérgio Cambas e do pai, Manuel Cambas, ambos com provas dadas na matéria, mais concretamente n’O Paparico e no Yuko. A francesinha da casa é feita no forno e tem um acompanhamento à altura: uma cerveja de marca própria feita em parceria com a Sovina, especialmente para a ocasião. Toda a louça que irá sujar no restaurante – e será muita, espera-se – é pintada à mão. E é bem bonita.
Rua Ramalho Ortigão, 28, Porto. 93 415 8672. Todos os dias das 12h00 às 15h00 e das 19h00 à 00h00. Sexta e Sábado fecha às 02h00

Regaleira — Pode não ter a melhor francesinha do Porto – livre-se de escolher a opção em pão de forma – mas foi aqui que tudo nasceu. E tudo nasceu em pão bijou, por mão do senhor Daniel Silva, inventor desta magnífica criação. Tiremos esta frase para lhe agradecer devidamente. Voltando ao bijou: o tipo de pão da francesinha original, que ainda se serve aqui, torna-a, mais do que uma refeição completa, um snack de fim de tarde ou de ceia. Duas notas importantes: esta francesinha não tem bife, mas sim carne assada, já que originalmente servia para despachar os restos dos almoços, e o molho, baseado no britânico welsh rarebit, é picante para homenagear as mulheres francesas. Palavra do criador.
Rua do Bonjardim, 87, Porto. 22 200 6465. Todos os dias, das 12h à 00h

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