A 5.ª edição do Festival Literário da Madeira começa esta segunda-feira, sob o mote “Beleza: Corpo, Palavra e Imagem”. Até 21 de março, passam pelo Funchal escritores como Eduardo Lourenço, Alberto Manguel, Richard Zimler e também Gregório Duvivier, mais conhecido pelo trabalho no grupo brasileiro de humor Porta dos Fundos.

Depois de um concerto de Rodrigo Leão no sábado, a mostrar que nem só de livros se faz o Festival Literário da Madeira, o evento arranca oficialmente às 18h00, no Teatro Municipal Baltazar Dias. É lá que o pediatra Mário Cordeiro e Hermínia Ponte, mentora do projeto “Bicho de Seda”, vão falar sobre o desenvolvimento emocional das crianças. “Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas”, verso de Alberto Caeiro, antecipa o rumo da conversa. O poeta e ensaísta Hélder Macedo fará a sessão de abertura do festival, meia hora mais tarde, com o verso camoniano “Cada um com o seu contrário”, num sujeito como ponto de partida para uma conversa conduzida por Anabela Mota Ribeiro.

De acordo com a organização, a cargo da editora Nova Delphi, até sábado vão passar pelo evento perto de uma centena de participantes, entre os quais os autores Eduardo Lourenço, Alberto Manguel, Hélder Macedo, Mathias Énard, João Luís Barreto Guimarães, Richard Zimler, Rui Cardoso Martins, João de Melo, Walter Siti, Alessandro Baricco, Patricia Duncker, entre muitos outros, entre os quais a fundadora da editora Tinta-da-China, Bárbara Bulhosa, e o humorista Gregório Duvivier. Na quinta-feira, às 19h00, o membro do grupo Porta dos Fundos vai participar numa conversa cruzada juntamente com João de Melo, Alessandro Barico e Walter Siti (prémio Strega 2013), a ter lugar no Teatro Municipal Baltazar Dias.

Debates, visitas a escolas, encontros e espetáculos como “Endless”, que a companhia Dançando Com a Diferença vai apresentar na sexta-feira, às 21h00, são outras das atrações do programa. O encerramento, a 21 de março, pelas 17h00, ficará a cargo do filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço e do romancista e tradutor argentino Alberto Manguel que estarão à conversa com Luís Caetano a partir do mote “É preciso imaginar Sísifo Feliz”, da autoria de Albert Camus.

Quem não pode apanhar o avião para a Madeira pode apanhar uma ligação de streaming, que vai transmitir via Internet algumas as conferências do evento.