O fundador do portal WikiLeaks Julian Assange, refugiado desde 2012 na embaixada do Equador em Londres, aceitou ser interrogado na capital britânica pelo Ministério Público sueco sobre alegados crimes sexuais, afirmou hoje o seu advogado sueco Thomas Olsson. “Enviámos hoje uma confirmação para os procuradores de que Julian Assange assume o compromisso de ser interrogado em Londres”, disse, em declarações à agência francesa AFP, Thomas Olsson. O advogado disse que Assange não fez qualquer exigência específica sobre o interrogatório.

Em março último, o Ministério Público sueco propôs questionar o jornalista australiano em Londres, deixando cair a exigência de que Julian Assange teria de ir à Suécia para responder sobre alegadas agressões sexuais cometidas em agosto de 2010 contra duas mulheres. O fundador do portal WikiLeaks nega tais acusações, insistindo que os encontros sexuais foram consensuais.

Assange, que ficou mundialmente conhecido por ter divulgado no portal WikiLeaks milhares de documentos secretos, nomeadamente da diplomacia norte-americana, pediu asilo político na embaixada do Equador na capital britânica, a 19 de junho de 2012, para evitar a extradição para a Suécia, que emitiu um mandado de prisão contra ele.

O jornalista sempre recusou viajar para a Suécia, uma vez que receava uma eventual extradição para os Estados Unidos, onde está em curso uma investigação por causa dos documentos classificados norte-americanos, militares e diplomáticos, que foram divulgados pelo portal WikiLeaks.

Esta nova medida da justiça sueca pretende desbloquear este caso que dura há quase cinco anos. Os procuradores suecos afirmaram que mudaram de estratégia porque algumas das alegadas agressões prescrevem no próximo mês de agosto. O advogado de Assange afirmou não ter informações sobre quando será realizado o interrogatório na capital britânica.