O Fundo Monetário Internacional não espera que a Grécia saída da zona euro, afirmou esta sexta-feira o diretor do departamento europeu do Fundo, que também é chefe de missão para a Grécia, adiantando ainda que ninguém esperava que as negociações ficassem terminadas nas reuniões dos ministros das Finanças que acontecem na próxima semana em Riga, na Letónia.

Poul Thomsen já foi líder da missão do FMI para Portugal, até que se dedicou a tempo inteiro à Grécia. Em Washington, o responsável pelos destinos do FMI na Europa tentou acalmar os receios de alguns em relação aos atrasos em relação ao acordo sobre o programa de reformas da Grécia, mas também reforçar a importância desse acontecer.

Sobre a saída do euro, diz que o FMI não espera que isso venha a acontecer e que, se assim fosse, seria um grande desafio para a zona euro, com consequências graves para a união monetária. O responsável explicou também que as negociações estão a avançar e que está mais encorajado pelos progressos que estão a ser alcançados

Apesar da pressão que tem sido colocada, Poul Thomsen diz que não será em Riga, na Letónia, na próxima semana que estas negociações ficarão fechadas. Um acordo sobre um programa abrangente precisa de várias semanas, diz, e para isso o Governo grego precisa de tempo.

O FMI vê com maior preocupação os pagamentos de dívida que o FMI tem de fazer entre junho e agosto, altura em que estes aumentam consideravelmente. Segundo Poul Thomsen, até essa altura (quando termina a extensão do programa acordado com a Europa. O do FMI continua até à primeira metade de 2016), a Grécia precisa de chegar a acordo com os credores, e para isso as negociações precisam de avançar.

A Comissão Europeia também já confirmou hoje que o Governo grego e os credores se reúnem durante o fim-de-semana em Bruxelas, para discutir o plano de reformas da Grécia. “O Grupo de Bruxelas vai se reunir a partir da tarde de amanhã [sábado]”, disse esta sexta-feira uma porta-voz da Comissão Europeia.