Entre os limites de idade de nove e 14  anos, virgens há que revelam a certos viajadores enfeitiçados, bastante mais velhos do que elas, a sua verdadeira natureza – que não é humana, mas nínfica (isto é, diabólica).

Foi o que escreveu o russo Vladimir Nabokov para dar voz a Humbert, um professor de Literatura maduro que se deixa enfeitiçar pelo comportamento sensual de uma menina de 12 anos chamada Dolores, a quem ele chama Lolita nos momentos mais íntimos.

O nome do controverso best-seller dos anos 70 fixou-se para todas as mulheres que preservam os comportamentos e estilo infantis e naifs capazes de conquistar alguns homens. E agora voltou a dar que falar.

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A Autoridade dos Padrões Publicitários (ASA) – a entidade britânica que regula a publicidade no país – proibiu uma campanha lançada pela Miu Miu – pertencente à Prada – por utilizar imagens que recordam o estilo lolita.

Segundo o leitor da Vogue que apresentou queixa da publicidade, a mulher assemelha-se a uma menina encostada a uma cama, vestida com roupas de mulher e observada através de uma porta entreaberta.

A instituição ordenou a retirada das imagens por “conferir uma imagem de vulnerabilidade e voyeurística” à rapariga. A ASA acrescenta ainda que “a aparência infantil, em união com a pose e o contexto, dão a impressão de que se mostra uma menina com fins sexuais”.

Na verdade, a modelo fotografada não é uma criança, conta o El País: trata-se de Mia Goth, uma mulher de 22 anos que protagoniza a campanha de primavera/verão da Miu Miu produzida por Steven Meisel. Na sequência da polémica, a marca nega a intenção de conferir um cunho sexual à manequim.