O novo estádio de São Petersburgo, uma das onze cidades russas escolhidas para acolher o Mundial de futebol de 2018, está concluído a 75%, enquanto o de Kaliningrado sofre atrasos, anunciaram os responsáveis.

“O estádio está pronto a 75%. Nós esperamos terminar as obras em maio de 2016, mas depois ainda teremos de efetuar seis meses de testes tecnológicos para dar a obra como concluída”, afirmou Vitali Lazutkine, chefe do projeto do recinto de São Petersburgo, cidade onde se vai realizar, no sábado, o sorteio dos grupos de qualificação para o Mundial.

O projeto de São Petersburgo teve aval positivo em 2008, ainda a Rússia não tinha sido eleita para acolher o Mundial de 2018, cujo organizador só foi conhecido em dezembro de 2010.

O estádio ultramoderno, que tem cobertura retrátil, vai custar 615 milhões de euros, tendo capacidade para 68 mil espetadores num jogo de futebol e 80 mil pessoas num concerto.

Já o projeto para o recinto de Kaliningrado foi aprovado em março de 2014, no entanto, tem encontrado entraves para a sua consolidação. Os responsáveis depararam-se com problemas na drenagem de água, na importação de 4,5 toneladas de areia a pedreiras próximas e na necessidade de reduzir a lotação do estádio de 45 mil lugares para 35 mil.

“Isto não significa que estamos atrasados, apenas tivemos que fazer alguns ajustes, mas esperamos terminar o estádio no máximo até ao fim de 2017. Portanto, estes ajustes não terão grande impacto na conclusão do estádio a tempo do Mundial”, disse Alexander Rolbinov, responsável pelo projeto do recinto de Kaliningrado, que vai custar 245 milhões de euros.

Além de São Petersburgo e Kaliningrado, as cidades russas de Sochi, Kazan, Moscovo, Samara, Nijni-Nogorov, Ekaterimburgo, Rostov, Volvogrado e Saransk, vão receber os jogos do Mundial de 2018, a disputar entre 14 junho e 14 de julho.