“O recurso interposto pela defesa de José Sócrates foi julgado e considerado improcedente”, confirma fonte do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), ao Observador.

É o segundo recurso de pedido de libertação de José Sócrates que é negado pelo TRL, avança o jornal Sol. Os magistrados da Relação consideraram que não havia qualquer erro a apontar à decisão do juiz Carlos Alexandre, que tem vindo a confirmar a necessidade de manter o ex-primeiro ministro em prisão preventiva no âmbito da Operação Marquês.

O recurso, interposto pelos advogados de defesa João Araújo e Pedro Delille, pedia ainda outras nulidades, que a defesa do ex-governante considerava inconstitucionais, mas os juízes Guilherme Castanheira e Fernando Estrela, também as recusaram.

De acordo com o Sol, o acórdão refere que não foi dado “provimento” ao recurso, já que a prisão preventiva decretada pelo juiz de instrução, Carlos Alexandre, está bem fundamentada.

Contactado pelo Observador, o advogado de José Sócrates, João Araújo, afirmou ainda não ter conhecimento do acórdão e reservou para mais tarde quaisquer declarações sobre o assunto.

Em junho, o ex-primeiro-ministro já tinha visto outro recurso ser negado no Tribunal da Relação, relacionado com a especial complexidade do processo.

José Sócrates está em prisão preventiva desde novembro de 2014, no âmbito da investigação da Operação Marquês.