Mariana Ribeiro Ferreira, Vânia Dias da Silva, Francisco Mendes da Silva e Ana Rita Bessa são, as novidades das listas de candidatos a deputados do CDS, discutidas no Conselho Nacional desta noite. Tudo nomes que, a serem eleitos, serão estreantes na bancada dos deputados no Parlamento, mas que estão longe de ser estranhos dentro do partido e dentro dos corredores da Assembleia da República.

Mariana Ribeiro Ferreira, que vai integrar o círculo de Setúbal, foi presidente do Instituto de Segurança Social e assessora do grupo parlamentar do CDS, enquanto Vânia Dias da Silva, que segue por Braga, trabalha diretamente com Paulo Portas, sendo subsecretária de Estado-adjunta do vice-primeiro-ministro. Já Francisco Mendes da Silva é dirigente nacional do CDS, advogado e fiscalista e vai concorrer pelo Porto. Ana Rita Bessa é igualmente dirigente nacional do partido (faz parte da comissão política), sendo economista de formação. Vai em lugar elegível na lista de Lisboa e será a especialista em políticas de educação entre os centristas.

António Simões, antigo capitão do Benfica e jogador da seleção nacional da década de 60, será o primeiro nome centrista no círculo Fora da Europa, círculo onde o PSD costuma eleger dois deputados e o CDS não elegeu ninguém há quatro anos. O futebolista deverá, por isso, constar de um lugar teoricamente não elegível na coligação.

Em todo o caso, António Simões já conhece os corredores da Assembleia, tendo-se candidatado à Constituinte como independente pelo CDS, no círculo da emigração, e acabando por ser eleito no período quente a seguir ao 25 de abril, em 1976.

Oposição a Portas: entra Anacoreta Correia

Membro do conselho nacional do CDS, Filipe Anacoreta Correia vai integrar a lista de candidatos a deputados da coligação PSD/CDS, como representante do movimento crítico da liderança de Paulo Portas. José Ribeiro e Castro, que nesta legislatura estava em representação dessa ala, já tinha confirmado que estava de saída da política ativa.

Anacoreta Correia é o líder do movimento Alternativa e Responsabilidade, corrente interna do CDS e muito crítica da liderança, e vai figurar em lugar elegível pelo círculo eleitoral de Lisboa.

De resto, as caras serão mais ou menos as mesmas que integravam as listas de 2011. Sem cabeças de lista, Paulo Portas segue como número 2 em Lisboa, sendo que no seu círculo habitual – Aveiro – cede o lugar ao secretário de Estado João Almeida. Dos atuais ministros só Pires de Lima fica de fora, por opção. Pedro Mota Soares concorre pelo Porto, no quarto lugar, atrás dos sociais-democratas José Pedro Aguiar Branco e Marco António Costa (que têm o primeiro e segundo lugares). Assunção Cristas volta a concorrer por Leiria.

Também a deputada Cecília Meireles integra a lista no Porto, no nono lugar, enquanto o atual líder parlamentar Nuno Magalhães se mantém em Setúbal. Telmo Correia voltará a concorrer em Braga. A deputada Teresa Caeiro deixará Lisboa para ir a votos noutro círculo menos concorrido, em posição seguramente elegível, e outros rostos habituais da bancada centrista como Hélder Amaral, Filipe Lobo d’Ávila, Abel Batista ou João Rolo, também estão nas listas. A deputada Teresa Anjinho fica de fora.

Também o dirigente centrista Diogo Feio não será candidato por nenhum círculo, assim como os secretários de Estado Adolfo Mesquita Nunes, do Turismo, João Casanova de Almeida, do Ensino e Administração Escolar, e Miguel Morais Leitão, secretário de Estado adjunto do vice-primeiro-ministro

Segundo fonte centrista ao Observador, feitas as contas, há ainda assim um aumento das mulheres entre os candidatos a deputados centristas, contabilizando-se agora um total de 41%. Em 2011 as mulheres representavam 30% das listas.