O juiz de instrução decidiu, esta sexta-feira, manter o empresário Carlos Santos Silva em prisão domiciliária no âmbito da Operação Marquês.

A decisão de Carlos Alexandre, explica a Procuradoria-Geral da República (PGR) em comunicado, é sustentada na “sequência da promoção do Ministério Público”, o que significa que o procurador Rosário Teixeira pediu que a medida de coação aplicada ao empresário se mantivesse.

“O Tribunal Central de Instrução Criminal determinou que o referido arguido se mantenha sujeito à obrigação de permanência na habitação mediante vigilância electrónica, bem como à proibição de contactos, designadamente com outros arguidos no processo”, lê-se do documento da PGR.

O amigo de Sócrates é suspeito de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, e foi detido em novembro passado, juntamente com o ex-primeiro-ministro. Santos Silva ficou seis meses em prisão preventiva e, a 22 de maio deste ano, viu a sua medida de coação alterar-se para prisão domiciliária com pulseira eletrónica.