Videojogos

Gamescom 2015: guia dos melhores jogos – Parte I

Foram 210 jogos apresentados em cinco dias. Este é o primeiro de dois artigos onde apresentamos os principais destaques da Gamescom 2015.

Rubber Chicken

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  • Rubber Chicken

O Rubber Chicken esteve no início deste mês em Colónia, tanto na GDC, o evento exclusivo para profissionais (com bilhetes de admissão a custarem perto dos 2000€), como em todas as conferências da Gamescom 2015. Foram mais de 210 jogos apresentados ao longo de cinco dias. Quase tudo o que foi apresentado no evento já está com um pé na porta à espera de entrar. Esta é a primeira de duas listas que publicaremos e será dedicada apenas aos jogos AAA.

2K Games

A companhia norte-americana voltou a apresentar os jogos anuais das duas franquias que possui: NBA 2K16 e WWE 2K16. Mas foi mesmo o anúncio de Mafia III, na véspera do evento, que fez acender os holofotes. Trata-se de uma das séries de mundo-aberto mais aclamadas pela crítica que tem trazido, até hoje, algumas das narrativas mais complexas aos jogos do género. Conseguiu um dos lugares cimeiros de um dos membros do Rubber Chicken para esta Gamescom.

Battleborn, a tentativa de competição da 2K Games no modelo de negócio de Team Fortress 2 e do futuro Overwatch da Blizzard, foi uma das surpresas para quem o jogou: há aqui algo mais do que um pseudo-clone de TF 2.

Para terminar, e ainda que não tenha havido conteúdo jogável durante o evento, temos XCOM 2, a sequela do genial jogo de estratégia tática de 2012.

Activision

Pouco há a dizer sobre mais um Call of Duty, a série multimilionária que teima em ser lançada ano-após-ano, para gáudio da Activision que sem qualquer inovação à série consegue faturar milhões. A surpresa da Activison, para a equipa do Rubber Chicken, acabou por ser dois jogos que integraram, inclusivamente, os nossos Top 5 do evento.

O regresso da série Guitar Hero, com Guitar Hero Live, que após a saturação que o mercado sentiu na década passada tem aqui o seu regresso em plena apoteose.

E para os nascidos nas décadas de 1970 e 1980 temos Transformers: Devastation, que não só é desenvolvido pelo aclamado estúdio PlatinumGames, famoso pelos seus jogos frenéticos, e que se centrará na primeira geração de Transformers.

Bandai Namco

A histórica companhia japonesa apresentou o seu catálogo que possui uma grande força de franchises relacionados com anime, tal como Dragon Ball (que teve um jogo lançado há poucos meses). Desta vez foi mesmo Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4 uma das jóias da coroa da companhia.

Num tom completamente diferente, uma das grandes apostas da empresa acabou por ser Sebastian Loeb Rally Evo, o simulador de Rally que promete uma condução muito próxima do real.

Mas o grande destaque de toda a Gamescom 2015 foi mesmo o facto do muito aguardado Dark Souls III já estar disponível para ser jogado. A série é famosa pela sua extrema dificuldade e grande qualidade de execução, e esta terceira edição mantém a tradição. Conseguiu inclusivamente receber alguns galardões no certame e entrar para o Top do Rubber Chicken.

Bethesda

Depois das novidades apresentadas durante a E3 2015, Fallout 4 acabou por ser o grande destaque da companhia para a Gamescom 2015. Colónia estava repleta de outdoors, moopis, entre outras formas de publicidade a Fallout 4 e também a Doom. Ainda que não houvesse nada jogável de Fallout, o pouco que foram revelando prenuncia-o como um dos grandes jogos a serem lançados no próximo ano.

Blizzard

A empresa que faz parte da Activision e que detém diversos monopólios de géneros de videojogos tinha de ter a sua aparição no evento. Sem grande entusiasmo, limitou-se a apresentar expansões ou conteúdo adicional para os jogos já existentes (e para Overwatch que ainda não foi lançado). Mas foi mesmo o anúncio de Legion, a sexta expansão para World of Warcraft, o rei-e-senhor dos MMORPGs, que continua invicto após quase 11 anos de existência.

Electronic Arts

O anúncio do habitual FIFA, neste caso o 16, tinha de se fazer presente. Para além disso, foram apresentadas as expansões Knights of the Fallen Empire para o MMORPG Star Wars: The Old Republic, e Get Together, para Sims 4, e ainda o hilariante Plants vs Zombies: Garden Warfare 2. Mas um dos quatro momentos de destaque da conferência (e do lineup do evento) foi mesmo o novo Need for Speed, uma das propostas mais arrojadas e cinematográficas que a histórica série de street racing já possui.

Mirror’s Edge: Catalyst, a sequela do jogo mais famoso de parkour, volta a trazer-nos Faith Connors e a cidade futurista de Glass, e foi um dos momentos que “roubou” a atenção da conferência da Gamescom.

Mas a grande ovação foi mesmo dedicada a Unravel, o doce e pueril jogo que nos coloca na pele (ou tecido) de um pequeno boneco de lã, que apesar de relembrar as experiências semelhantes que a Nintendo teve com Kirby e Yoshi, consegue ter uma personalidade e ingenuidade muito próprias e é sem dúvida um dos jogos mais aguardados do catálogo da EA.

A segunda maior ovação foi, como é óbvio, para Star Wars: Battlefront, que apresentou diversas sequências jogáveis de dog fighting, deixando todos os fãs sem respirar com o anúncio da inclusão das míticas naves Slave I e Millenium Falcon.

Microsoft

A companhia norte-americana apostou em grande nesta Gamescom 2015 e acabou por arrebatar a opinião da equipa do Rubber Chicken com algumas propostas. Cuphead, o genial jogo de plataformas que apresenta uma estética exímia das séries de animação clássicas, conseguiu entrar para o nosso top de todo o certame.

Sem qualquer surpresa, Scalebound, o exclusivo que Hideki Kamiya está a desenvolver para a Microsoft, apresentou-se como um dos grandes jogos de todo o evento, e é mais uma criação do estúdio PlatinumGames (a par do supra-referido Transformers: Devastation) a conquistar as opiniões dos media e dos jogadores presentes em Colónia.

Também presentes no evento estiveram Cobalt, o mais recente jogo da Mojang, criadora do multimilionário Minecraft, Crackdown 3, Halo 5: Guardians, Quantum Break e Forza Motorsport 6. Destaca-se a mudança de paradigma da Microsoft, que perante a diferença de vendas com a PlayStation 4 decidiu apostar em mostrar o catálogo este ano ou no início de 2016.

Nintendo

Presente em Colónia de forma muito discreta, e apresentando o mesmo catálogo mostrado durante a E3, dos quais Yo-Kai Watch e Super Mario Maker são o grande destaque.

Porém, na zona de imprensa, a empresa nipónica tinha uma pequena surpresa para os media: a possibilidade de jogarem aquele que é, sem sombra de dúvida, um dos grandes títulos a serem lançados para a Wii U e uma das grandes razões que tornam a consola obrigatória para qualquer jogador: Xenoblade Chronicles X.

Sony

Esteve ausente da Gamescom 2015, como referido aqui.

Ubisoft

Se Anno 2205 e Tom Clancy’s Rainbow Six Siege já nos tinham conquistado durante a E3, foi mesmo Assassin’s Creed Syndicate quem conseguiu, para já, reconciliar-nos com a famosa série da Ubisoft. Desde o anúncio desta iteração passada na Londres vitoriana, que quase todos na equipa do Rubber Chicken ficaram com a impressão que, após o desastre de Unity e a saturação atual da série, seria Syndicate a “fazer as pazes” com todos nós. Parece que tínhamos razão.

O outro destaque vai mesmo para a tecnologia de realidade virtual da empresa, que possui somente o título Ubisoft VR e que nos permitiu uma prazerosa viagem sobre a paisagem deslumbrante de Paris.

Warner Bros

Se a Warner Bros tem um nicho de mercado seguro e sempre rentável, com os seus jogos relacionados com a Lego, Lego Dimensions e Lego Marvel’s Avengers demonstraram que estes jogos, ainda que pouco inovadores, conseguem trazer um certo misticismo e uma grande alegria para miúdos e graúdos. Mas foi Mad Max, a adaptação a videojogo do aclamado filme Mad Max: Fury Road a conseguir chegar ao nosso top de melhores jogos da Gamescom 2015.

Ricardo Correia, Rubber Chicken

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