Legislativas 2015

Manuel Alegre defende que é necessário ir à “origem do socialismo” para derrotar PSD/CDS-PP

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O histórico socialista Manuel Alegre defendeu que é preciso ir buscar inspiração aos socialistas genuínos para ganhar as próximas eleições em Portugal e para conquistar mudanças na Europa.

Reconhecendo não ser “um combate fácil”, Manuel Alegre elogiou o “programa inteligente” do PS

© Hugo Amaral/Observador

O histórico socialista Manuel Alegre defendeu que é preciso ir buscar inspiração aos socialistas genuínos para ganhar as próximas eleições em Portugal e para conquistar mudanças na Europa.

“A coligação de direita aproveitou a situação em que estava o país para pôr em prática o seu próprio plano ideológico, desvalorizou o trabalho, baixou as pensões, vendeu os bens públicos, setores estratégicos da nossa economia ao desbarato”, acusou Manuel Alegre para reforçar “a importância decisiva” de derrotar a coligação PSD-CDS nas próximas eleições de 4 de outubro.

Para o histórico socialista é preciso criar uma alternativa à política do Governo que “atacou duramente o Estado social “ e que agora, “tem como projeto a privatização da Segurança Social”, afirmou em Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras, perante dezenas de jovens socialistas que instou a não terem “ilusões” e a travarem “este combate decisivo para o futuro do nosso país”.

Reconhecendo não ser “um combate fácil”, Manuel Alegre elogiou o “programa inteligente” do PS, prometendo “criar uma alternativa diferente no plano político, no plano económico e no plano social”, sem, no entanto, prometer “uma rutura com as regras”.

“É com pequenos passos em cada país, e com a coordenação entre o nosso país e outros, que se podem dar depois outros passos para salvar o projeto europeu”, já que a Europa está hoje “pervertida e subvertida”, com “as políticas de austeridade, com ausência de um projeto comum, com a desigualdade entre as nações, com um fluxo migratório nunca visto e com as sondagens a darem a maioria a Marine Le Pen, com grandes perturbações na política italiana”.

Se não houver uma “maior coordenação dos partidos socialistas vão assistir a uma emergência da xenofobia e dos partidos da extrema-direita em toda a Europa”, alertou.

Mas a mudança necessária, quer em Portugal quer na Europa, “não se faz sem regressarmos à origem do socialismo”, ao início da construção do Estado social, defendeu, dizendo que “não é por haver crise que tem que este tem de se pôr em causa”.

Convicto de que as pessoas que “sofreram estas políticas não vão esquecer e, apesar daquilo que dizem os comentadores, que o PS não arranca”, o histórico socialista disse acredita que no dia 4 de outubro, data das legislativas, o PS vai “mesmo descolar e eles vão levar uma lição”.

Manuel Alegre falava no âmbito do ‘YES Summer Camp’, um acampamento de jovens socialistas europeus a cuja organização a JS se candidatou, estando reunidos em Santa Cruz cerca de mil jovens.

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