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Não é muito difícil de imaginar que a confiança (ou falta dela) está na base de tudo o que fazemos. Ser confiante ajuda-nos não só a superar os objetivos traçados, como a sermos mais valorizados por quem importa. Por esses e outros motivos, o site Pick The Brain (dedicado a conteúdos de autoaperfeiçoamento e motivação) reuniu um conjunto de sugestões — suportadas pela ciência — para que a barra de energia da sua confiança fique carregada de vez.

1. Seja menos crítico consigo próprio
Uma das coisas mais fáceis de encontrar será, muito provavelmente, pessoas muito duras consigo próprias, que ao mínimo deslize questionam não só as decisões tomadas, mas também as bases da sua personalidade. Como falhar é inevitável na vida, aqui fica uma dica: seja menos crítico, dê a si mesmo uma oportunidade. Um estudo divulgado na publicação académica SAGE mostra que o facto de as pessoas terem compaixão por si próprias numa altura em que confiança é diminuta (depois de cometerem um erro) é meio caminho andado para encontrar motivação. A estratégia em causa provou-se mais eficiente do que recorrer a afirmações positivas ou as memórias felizes.

2. Mude de postura
Não é segredo para ninguém que a linguagem corporal diz muito de nós, sobretudo se somos ou não confiantes: se uma pessoa andar curvada ou cruzar os braços com frequência é provável não tenha muita confiança. Outra investigação, desta vez disponibilizada na Wiley Online Library, argumenta que as pessoas que assumem uma postura mais confiante no decorrer de uma atividade sentem-se, de facto, mais confiantes.

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3. Crie um alter-ego
Até lutadores de artes marciais são desafiados a superar o medo, pelo que precisam de um reforço de confiança. E como o fazem? Criando alter-egos fantasiosos. Isto foi o que descobriu um conjunto de sociólogos: durante dois anos fizeram mais de 100 entrevistas e analisaram os medos dos lutadores e a forma como estes os geriam. Um dos lutadores chegou mesmo a comentar que imaginava a luta como um videojogo com barras de energia à mistura, sendo que a dele era inesgotável — “É como se eu estivesse no modo invencível”. O desafio do site Pick The Brain é, então, o de criar uma personagem ficcional de cada vez que se encontrar numa situação em que os nervos estejam à flor da pele. 

4. Convença-se de que é uma pessoa confiante
Um estudo recente vem mostrar que ao enganar-se e convencer-se de que é confiante, os outros vão realmente vê-lo como uma pessoa confiante. Os investigadores em causa chegaram ainda à conclusão de que quem é confiante em demasia tende a ser sobrestimado pelos outros e vice-versa — a arte de fingir que é confiante pode, então, ajudar a equilibrar a balança das apreciações, até porque as descobertas citadas sugerem que as pessoas nem sempre recompensam os indivíduos mais eficientes, antes os que fingem ser confiantes. A ideia é fazer o uso correto desta observação. 

5. Faça exercício físico
Achou que ia escapar desta recomendação? Pois bem, não é preciso recorrer à ciência para perceber que trabalhar o corpo é uma forma de garantir autoconfiança, uma vez que à medida que os exercícios físicos se multiplicam na agenda social, mais contentes ficamos com a nossa imagem externa, pelo que o autor do artigo publicado no Pick The Brain sugere pelo menos 10 minutos de treino por dia. 

https://twitter.com/RichardEWillard/status/651756839189782528

6. Não conte os seus objetivos a ninguém
Concretizar os objetivos que definiu a médio ou longo prazo é uma das consequências ideais para estimular a autoconfiança. Mas guarde para si esses sonhos, se assim os podermos considerar, enquanto não cruzar a meta. De acordo com esta investigação, as pessoas que revelavam os seus objetivos a outros perdiam motivação para os concretizar. À partida, a afirmação pode parecer estranha, mas é sempre uma forma eficiente de evitar os pessimistas capazes de nos desencorajar.